A BlackRock transferiu mais de US$ 670 milhões em Bitcoin e Ethereum para a Coinbase Prime na segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, conforme dados da Arkham Intelligence. Especificamente, 6.918 BTC (US$ 539 milhões) e 58.327 ETH (US$ 133 milhões) foram depositados na plataforma institucional. Os dados mostram que essas movimentações estão ligadas às operações de criação e resgate dos ETFs spot de Bitcoin (IBIT) e Ethereum, mas coincidem com outflows recordes nos produtos. Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin opera a R$ 412.646,16 nesta terça-feira, com variação de +0,59% em 24 horas.
Detalhes das Transferências da BlackRock
Os dados da Arkham Intelligence indicam que as transferências ocorreram em um contexto de pressão no mercado cripto. O IBIT da BlackRock registrou saída líquida de US$ 528 milhões na sexta-feira passada, o maior resgate diário desde o lançamento. No agregado, os ETFs spot de Bitcoin listados nos EUA tiveram outflows de US$ 1,5 bilhão na semana, segundo a Farside Investors.
Transferências de grande volume para custodiantes como a Coinbase Prime nem sempre sinalizam liquidações imediatas. Elas podem refletir ajustes operacionais para processos de criação e redenção de unidades dos ETFs, que exigem custódia direta. No entanto, com o Bitcoin testando níveis abaixo de US$ 75.000 após um sell-off de fim de semana, esses fluxos merecem monitoramento próximo. Em reais, o valor transferido equivale a aproximadamente R$ 3,53 bilhões (cotação USD/BRL a R$ 5,27).
A média móvel exponencial de 50 dias (EMA50) do BTC/USD encontra-se em torno de US$ 85.000, atuando como resistência recente, enquanto o suporte imediato está nos US$ 72.000.
Compras Contra-Cíclicas da ARK Invest
Em paralelo, a ARK Invest, de Cathie Wood, adquiriu cerca de US$ 72 milhões em ações ligadas a cripto em seus fundos ARKF, ARKK e ARKW. As maiores posições incluem Robinhood (HOOD, US$ 32,7 milhões), CoreWeave (CRWV, US$ 14,6 milhões), Circle (CRCL, US$ 9,4 milhões), Bitmine (BMNR, US$ 6,3 milhões), Bullish (BLSH, US$ 6 milhões), Block (XYZ, US$ 1,9 milhão) e Coinbase (COIN, US$ 1,3 milhão).
Essas compras ocorreram durante a queda do Bitcoin abaixo de US$ 75.000, alinhando-se à estratégia histórica da ARK de acumular em fraquezas cíclicas. A gestora aposta em maior adoção e volumes de transação no longo prazo, especialmente em exchanges e infraestrutura. O Ethereum, por sua vez, cotado a R$ 12.062,65, registrou variação de -0,23% em 24 horas.
Contexto de Mercado e Fluxos Institucionais
Os movimentos destacam o rastro deixado por grandes instituições nas exchanges. A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, usa a Coinbase como custodiante principal para seus ETFs, o que explica parte dos fluxos. Já a ARK foca em ações de empresas expostas ao ecossistema cripto, como a própria Coinbase, reforçando a tese de diversificação em tempos de volatilidade.
Os dados on-chain mostram volume de 332,4 BTC negociados em 24 horas no mercado brasileiro. Indicadores como o RSI (14 períodos) do BTC/USD em 42 sugerem território neutro, sem sobrecompra ou sobrevenda extrema. Níveis a observar incluem suporte em US$ 72.000 e resistência em US$ 85.000.
O Que Monitorar Adiante
Investidores devem acompanhar os relatórios diários de fluxos de ETFs via Farside Investors e plataformas como Arkham para sinais de continuidade nos outflows. Volumes de transferência para custodiantes e compras de ações por fundos como ARK podem indicar apetite institucional. No curto prazo, a reação do Bitcoin à EMA200 (US$ 70.000) será chave para definir a tendência.
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