Investigações revelam que a maior mineradora de Bitcoin da Rússia, BitRiver, está à beira do colapso total. Um tribunal de arbitragem regional iniciou processo de insolvência contra a Fox Group, que controla 98% da empresa, devido a uma disputa de US$ 9,2 milhões por equipamentos não entregues. O CEO Igor Runets foi colocado em prisão domiciliar por acusações de evasão fiscal, agravando uma crise operacional iniciada por sanções americanas desde 2022. Isso ameaça o hashrate global de Bitcoin.
Processo de Insolvência e Disputas Milionárias
Evidências apontam para uma dívida crítica como estopim do declínio. A Infrastructure of Siberia, subsidiária da En+ Group, adiantou cerca de US$ 9,2 milhões (700 milhões de rublos) para aquisição de equipamentos de mineração que nunca foram entregues. Tentativas de recuperação judicial falharam, levando ao congelamento de contas ligadas à BitRiver. Paralelamente, a Rosseti Siberia busca cobrar US$ 60 mil em contas de energia não pagas de junho de 2024.
Esses episódios expõem red flags financeiras graves. A Fox Group, proprietária majoritária, agora enfrenta supervisão de insolvência pelo Tribunal de Arbitragem de Sverdlovsk Oblast, iniciado em 27 de janeiro. Documentos judiciais citados em reportagens locais confirmam a paralisia operacional, com a empresa incapaz de cumprir obrigações básicas.
Prisão do CEO e Colapso Interno
O fundador e CEO Igor Runets está em prisão domiciliar desde o final de janeiro, por ordem de um tribunal de Moscou, sob suspeita de evasão fiscal. Isso coincide com saídas em massa de executivos, fechamento de escritórios e inatividade dos canais de social media desde 2022.
Em processos judiciais recentes, como um em Irkutsk em 23 de janeiro, a BitRiver falhou em fornecer documentos essenciais, como avaliações de equipamentos e provas de propriedade, mesmo após prazos estendidos. Notificações judiciais retornaram sem entrega, sinalizando um esvaziamento operacional completo. Essas inconsistências levantam questionamentos sobre a governança interna da mineradora.
Sanções dos EUA: Raiz da Crise Geopolítica
A BitRiver figura na lista de sanções do OFAC (Office of Foreign Assets Control) desde abril de 2022, primeira mineradora de cripto punida pelos EUA. O Tesouro americano acusou a empresa de explorar energia barata russa para mineração em escala, facilitando a evasão de sanções pós-invasão da Ucrânia. Com dependência de equipamentos importados e canais fiat, o modelo de negócios tornou-se insustentável.
Operações em regiões frias da Sibéria, como Bratsk, dependiam dessa infraestrutura vulnerável. As sanções congelaram ativos e limitaram transações, acelerando o declínio em um contexto de volatilidade no mercado de mineração.
Impacto no Hashrate Global e Lições para Investidores
A Rússia representa uma fatia significativa do hashrate global de Bitcoin, e o colapso da BitRiver pode reduzir a capacidade de mineração em escala. Isso eleva riscos de centralização e volatilidade, especialmente se outros players russos enfrentarem pressões semelhantes. Investidores devem monitorar migrações de hashrate para jurisdições mais estáveis, como EUA e Canadá.
Red flags identificadas: dependência geopolítica, dívidas ocultas e liderança questionável. Para se proteger, diversifique exposições a mineração, priorize pools descentralizados e acompanhe sanções regulatórias. Evidências sugerem que ignorar riscos transfronteiriços pode levar a perdas irreversíveis.
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