A fuga institucional de US$ 1,82 bilhão de ETFs de Bitcoin e Ether em cinco dias de negociações derrubou o BTC para perto de US$ 78 mil. Liderados pela BlackRock, os resgates estendem uma sequência de quatro dias de saídas, liquidando a narrativa de ‘compra infinita’ por grandes players. Enquanto isso, o ouro e a prata em altas expressivas sugerem rotação de capital para ativos tradicionais de proteção.
Sequência de Quatro Dias de Resgates nos ETFs
Os ETFs de Bitcoin registraram US$ 509,7 milhões em resgates líquidos em 30 de janeiro, marcando o quarto dia consecutivo de saídas em cinco sessões, conforme dados da SoSoValue. No total semanal, o fluxo negativo chegou a US$ 1,49 bilhão para BTC, com Ether adicionando mais US$ 327 milhões em retiradas.
Esse movimento contrasta com entradas recordes vistas no início do ano. O BTC, que patinava próximo a US$ 83 mil, agora testa suportes inferiores em meio à pressão vendedora. A história mostra que fluxos institucionais não são unidirecionais: em 2022, saídas semelhantes precederam correções de 70%.
Os ativos totais dos ETFs de BTC caíram para US$ 106,96 bilhões, de US$ 115,88 bilhões uma semana antes, sinalizando realocação de portfólios.
BlackRock na Frente da Debandada
O fundo IBIT da BlackRock liderou com US$ 528,3 milhões em resgates no dia 30, seguido por outros como Fidelity e Grayscale. No dia 29, o maior outflow diário desde o início da onda chegou a US$ 817 milhões, com a gestora responsável por mais de US$ 317 milhões, segundo a Bitcoin.com News.
Essa sangria questiona a euforia em torno da adoção institucional. Quando todos celebram entradas bilionárias, o mercado ignora que ciclos de saída são inevitáveis, como visto nas bolhas dot-com. Proteção de capital deve priorizar diversificação além da narrativa cripto.
ETFs de Ether também sangraram US$ 252,9 milhões, com ETHA da BlackRock sozinha retirando US$ 157 milhões.
Rali dos Metais Preciosos Drena Capital Cripto
Enquanto cripto sofre, ouro e prata atingiram ATHs de US$ 5.608 e US$ 121, respectivamente, antes de correções. Segundo o Cointelegraph, investidores parecem rotacionar para metais em busca de proteção real contra inflação e incertezas.
No Brasil, o ouro opera a R$ 25.709,60 (-8,93% diário), e prata a R$ 447,33 (-26,75%). Isso ecoa crises passadas, como 2018, quando ativos tradicionais drenaram liquidez de cripto durante bears prolongados.
O mercado está ignorando que exuberância em cripto precede rotações macro. Cuidado com correlações crescentes com ações e dólar forte.
Pressões Macro e Lições Históricas
O colapso do BTC para US$ 78 mil coincide com shutdown parcial do governo EUA, nomeação de Kevin Warsh (hawkish) para Fed por Trump, e dólar em alta. Indicadores como RSI em 13,8 mostram oversold, mas momentum de baixa persiste, similar a topos de 2021.
Segundo o Cointrader Monitor, BTC está a R$ 412.912,32 (-7,02% 24h). A lição? Ciclos existem: bull é seguido de bear. Sobreviver requer cautela, não euforia.
Investidores devem monitorar fluxos ETF e macro para sinais de piso.
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