Personagens Copom cartoon ao redor de alavanca Selic em 15% apontando corte em março, investidor brasileiro observando Bitcoin emergente

Copom Mantém Selic em 15%: Caminho para Corte em março

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa Selic em 15% ao ano nesta quarta-feira (28), em decisão unânime pela quinta reunião consecutiva. O ‘pulo do gato’ está na sinalização clara de início de cortes em março de 2026, caso o cenário se confirme. Para investidores brasileiros em cripto, isso significa maior liquidez local e potencial apetite por ativos de risco como o Bitcoin, em um contexto de inflação controlada no teto da meta.


Detalhes da Decisão Unânime

A manutenção da Selic em 15% representa o patamar mais alto em quase 20 anos, desde julho de 2006, quando estava em 15,25%. O Copom elevou os juros sete vezes seguidas entre setembro de 2024 e junho de 2025 para combater pressões inflacionárias, estabilizando a taxa nas últimas cinco reuniões.

No comunicado oficial, o comitê reforçou que, antevendo a confirmação do cenário base, pretende iniciar a flexibilização monetária na reunião de 17 e 18 de março. Essa sinalização unânime reduz incertezas e alinha expectativas do mercado, com analistas projetando a Selic em 12,25% ao fim de 2026, via cortes graduais de 0,25 a 0,50 ponto percentual por reunião.

Contexto Econômico: Inflação e Dólar

A inflação oficial acumula 4,5% em 12 meses, no teto da meta de 3%. O IPCA-15 de outubro registrou 0,2%, mas preços de serviços continuam pressionando. O dólar opera próximo de R$ 5,20 (cotação atual: R$ 5,2001), favorecendo a perspectiva de afrouxamento monetário ao mitigar riscos cambiais.

A reunião ocorreu com quórum reduzido, após o fim dos mandatos de dois diretores, mas a decisão foi consensual. O Copom enfatiza cautela para ancorar a inflação na meta, monitorando atividade econômica e cenário externo, incluindo decisões do Fed nos EUA.

Impacto no Mercado de Criptomoedas

Para o ecossistema cripto brasileiro, a pausa em 15% mantém pressão sobre liquidez, mas a sinalização de cortes em março pode estimular rotação para ativos de risco. O Bitcoin negocia a R$ 457.463,93 segundo o Cointrader Monitor (variação -1,13% em 24h), equivalente a cerca de US$ 87.997 com dólar a R$ 5,20.

Com Selic mais baixa, retornos fixos perdem atratividade, direcionando capital para yield farming, staking ou holdings de BTC. Historicamente, ciclos de corte de juros no Brasil coincidem com valorizações em cripto, ampliadas por influxos institucionais globais.

Estratégia para Investidores Brasileiros

Diante da sinalização, investidores devem monitorar o Boletim Focus para atualizações de expectativas. Posicionar parte do portfólio em cripto agora pode capturar upside com aumento de liquidez pós-março, mas diversifique e gerencie riscos de volatilidade. As próximas reuniões do Copom, em março e abril, serão decisivas para confirmar o ciclo de afrouxamento.

Os dados sugerem um cenário de transição: de restrição para normalização, beneficiando ativos reais como Bitcoin em um horizonte de 6-12 meses.


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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.

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