A redução das holdings chinesas de títulos do Tesouro americano para o menor nível desde 2008 coincide com o surto de adoção de Bitcoin no Irã em meio a protestos e colapso do rial. Esses eventos geopolíticos destacam o Bitcoin como porto seguro contra sanções, inflação e instabilidade monetária, reforçando sua tese em um mundo multipolar.
China Desinveste em Dólar: Estratégia de Diversificação
Em novembro, a China vendeu US$ 6,1 bilhões em títulos do Tesouro dos EUA, reduzindo suas posses para US$ 682,6 bilhões, o patamar mais baixo desde 2008. Essa derrocada representa 10% do portfólio liquidado desde janeiro de 2025, parte de uma política de diversificação de reservas estrangeiras intensificada pela “guerra comercial” com os EUA.
Autoridades chinesas, como o professor Xi Junyang da Universidade de Finanças e Economia de Xangai, atribuem a venda à otimização de ativos para maior estabilidade. Paralelamente, Pequim acumula ouro há 14 meses consecutivos, com 74,15 milhões de onças — apenas 5% das reservas totais. Essa migração de ativos controlados pelos EUA para bens não confiscáveis sinaliza desconfiança na dívida americana, que ultrapassou US$ 38,6 trilhões.
A China permanece o terceiro maior detentor estrangeiro, atrás de Japão e Reino Unido, mas o movimento pressiona o dólar como reserva global.
Crise Iraniana: Bitcoin como Escape do Rial Colapsado
No Irã, a economia cripto movimentou mais de US$ 7,78 bilhões em 2025, com Bitcoin liderando o crescimento. Relatório da Chainalysis revela picos de transações durante protestos de fim de 2025 e início de 2026, incluindo retiradas massivas para carteiras pessoais antes do blackout de internet em 8 de janeiro.
O rial perdeu 90% de seu valor desde 2018, com inflação entre 40-50%. Bitcoin oferece resistência à censura e portabilidade, ideal para civis em fuga ou sob controles de capital. No entanto, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) domina 50% da atividade em Q4 2025, recebendo mais de US$ 3 bilhões on-chain — usado para evasão de sanções e financiamento de proxies regionais.
Eventos como bombardeios em Kerman (2024), ataques a Israel (2024) e guerra de 12 dias em 2025 correlacionam-se com surtos de atividade Bitcoin.
Bitcoin: Porto Seguro em Tempos de Sanções e Inflação
Esses casos ilustram o xeque-mate geopolítico: nações como China diversificam de ativos sancionáveis, enquanto o Irã usa Bitcoin para contornar o sistema SWIFT. Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin cotava a R$ 513.008,96 nesta sexta-feira (16/01), com variação de +0,04% em 24h.
Em cenários de dívida explosiva nos EUA, inflação crônica e sanções unilaterais, o BTC emerge como hedge neutro, permissionless. Investidores globais monitoram se essa tendência acelera a adoção soberana, similar a nações como El Salvador.
Implicações Macro para o Mercado Cripto
A convergência de desinvestimentos estatais e adoção em zonas de crise reforça a narrativa do Bitcoin como reserva de valor geopolítica. Para brasileiros, expostos a instabilidades fiat, vale observar fluxos de capital de economias emergentes para BTC. Mercados reagem com otimismo, mas volatilidade persiste — diversificação é chave em 2026.
💰 Comece a investir em criptomoedas: Abra sua conta gratuita na Binance e acesse um dos maiores ecossistemas cripto do mundo.
📢 Este artigo contém links de afiliados. Ao se cadastrar através desses links, você ajuda a manter o blog sem custo adicional para você.
⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.