O Bitcoin permanece abaixo da média móvel simples de 50 semanas (50W SMA) pela primeira vez desde novembro de 2025, completando nove semanas nessa posição, conforme análise do trader Ali Martinez. Esse indicador histórico, que atuou como suporte em bull markets e resistência em bears, sugere enfraquecimento do momentum altista. Historicamente, desvios prolongados precederam correções de 50% a 70%, com preços caindo para US$ 50 mil. No contexto macro de tensões entre Trump e Powell, o BTC oscila em torno de US$ 90 mil, levantando alertas para traders brasileiros.
Significado Histórico da 50W SMA
A média móvel de 50 semanas é um indicador de longo prazo que média os preços de fechamento semanais, servindo como referência para tendências estruturais. Em mercados altistas, o BTC tipicamente negocia acima dela, encontrando suporte dinâmico. Já em fases corretivas, atua como resistência, sinalizando fraqueza.
Dados históricos mostram que períodos prolongados abaixo da 50W SMA, como os observados em ciclos passados, precederam pullbacks significativos de 50% a 70%. Por exemplo, desvios semelhantes em 2018 e 2022 culminaram em quedas acentuadas, limpando alavancagem excessiva antes de novas expansões. Atualmente, com o BTC em US$ 90.352, o desvio persiste, ecoando esses padrões e elevando a cautela entre investidores institucionais e varejistas.
Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin cotado a R$ 486.594,60 (-0,52% em 24h) reflete essa pressão, com volume de 186 BTC negociados nas exchanges brasileiras.
Padrões Bearish e Projeções de Queda
O analista Doctor Profit identificou três sinais bearish simultâneos: divergência bearish em gráficos semanais e mensais, padrão de bandeira bearish apontando para US$ 70 mil e um head-and-shoulders em formação. Esses elementos sugerem que uma correção para US$ 70 mil é questão de tempo, mesmo com rallies curtos para US$ 97-107 mil atraídos por liquidez.
Adicionalmente, vendas massivas de insiders desde agosto de 2025 agravam o cenário, alinhadas a estresses macro como liquidações bancárias e movimentos no mercado de prata. Eventos iminentes, como dados de CPI dos EUA e votação do CLARITY Act em 15 de janeiro, podem catalisar a queda, independentemente de tensões geopolíticas ou Trump-Powell.
Esses dados objetivos reforçam a probabilidade de uma correção profunda, similar a ciclos anteriores, onde o BTC resetou antes de retomar uptrends de longo prazo.
Cenário de Recuperação e Fatores Macro
Apesar dos alertas, há caminhos para reversão. Para invalidar o bear case, o BTC precisa reclamar a 50W SMA e sustentá-la como suporte, restaurando momentum altista. Previsões otimistas, como a da VanEck para US$ 2,9 milhões até 2050, assumem adoção como reserva global, com CAGR de 15% pós-2026.
O ambiente macro atual, com atritos entre Trump e Powell elevando incertezas monetárias, pressiona ativos de risco. No entanto, fluxos positivos em ETFs e acumulação por whales podem contrabalançar. Para o público brasileiro, monitorar a cotação em reais é essencial, dado o volume concentrado em exchanges locais.
Os dados sugerem equilíbrio delicado: correção parece mais provável no curto prazo, mas uptrends históricos prevalecem no longo.
O Que Monitorar Agora
Traders devem observar níveis chave: suporte em US$ 90 mil, resistência na 50W SMA (~US$ 92-94 mil) e downside em US$ 70-50 mil. Indicadores como SOPR de holders de longo prazo acima de 1 sinalizam possível reversão, mas divergências persistem.
Vale acompanhar volumes on-chain, fluxos de ETF e decisões do Fed. Estratégias defensivas, como stops abaixo de suportes dinâmicos, são recomendadas em cenários incertos.
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