Apenas 21 entidades controlam 13,1% de toda a oferta de Bitcoin em circulação, totalizando cerca de 2,75 milhões de BTC, segundo análise compilada por BitcoinTreasuries, Arkham Intelligence e BitMEX Research. Em 2025, esse grupo comprou aproximadamente 420 mil BTC por US$ 40 bilhões, reforçando a concentração em mãos de instituições, governos e pioneiros. Os dados, divulgados via Portal do Bitcoin, destacam mudanças no perfil dos holders.
Os Maiores Detentores de Bitcoin
O criador misterioso Satoshi Nakamoto lidera com cerca de 968 mil BTC (4,61% da oferta, US$ 87,7 bilhões), seguidos pela MicroStrategy com 672 mil BTC (3,2%, US$ 60,9 bilhões), que adicionou 226 mil BTC em 2025. O governo dos EUA ocupa o terceiro lugar com 328 mil BTC (1,56%, US$ 29,7 bilhões), majoritariamente de apreensões.
Na sequência, Block.one (164 mil BTC, US$ 14,9 bilhões), Tether (96 mil BTC, +13 mil em 2025), hacker da Mt. Gox (80 mil BTC), Irmãos Winklevoss (70 mil BTC), Reino Unido (61 mil BTC), mineradora MARA (53 mil BTC, +9 mil) e nova entrante Twenty One Capital (44 mil BTC), todos conforme o ranking detalhado.
Compras Recordes em 2025
Os 420 mil BTC adquiridos em 2025 representam 2,2% da oferta circulante, comprados a uma média implícita próxima de US$ 90.618 por unidade. Essa acumulação demonstra confiança estratégica no Bitcoin como reserva de valor, especialmente por corporações listadas e emissores de stablecoins como Tether. A consolidação observada reflete maturidade do mercado, com shift de holders individuais para institucionais.
Dados quantitativos indicam que esses players elevaram suas posições em meio a volatilidade, potencializando estabilidade de longo prazo, mas questionando a distribuição ampla prometida pelo protocolo.
Implicações para Descentralização e Preço
A concentração de 13,1% em 21 endereços desafia o ideal de descentralização do Bitcoin. Embora Satoshi e hackers sejam inativos, governos como EUA e UK (juntos ~4%) introduzem riscos regulatórios. Corporações como MicroStrategy exercem influência via tesourarias, podendo amplificar volatilidade em dumps coordenados ou estabilizar em bull markets.
Benefícios incluem legitimidade institucional, atraindo capital tradicional. No entanto, poder de mercado elevado pode distorcer preços: uma venda coletiva de 10% desse montante (~275 mil BTC) pressionaria o preço em até 20-30%, segundo análises históricas. Os dados do Portal do Bitcoin sugerem monitoramento contínuo de fluxos on-chain.
Cotação Atual e Perspectivas
Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin negocia a R$ 486.433,72 (variação -0,46% em 24h, volume 185 BTC). Equivalente a ~US$ 88.500 (câmbio implícito), próximo aos níveis de compra de 2025. Investidores devem observar se essa concentração impulsiona rallies ou expõe fragilidades em correções.
Para traders brasileiros, diversificação e análise de whales são essenciais. Vale monitorar endereços via ferramentas como Arkham para antecipar movimentos.
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