Vitalik Buterin publicou propostas para combater a centralização de construtores de blocos e o toxic MEV no Ethereum, enquanto o primeiro bloco sinalizando o BIP-110 foi minerado no Bitcoin pela pool Ocean. Essas iniciativas destacam disputas pelo controle do código: no Ethereum, prevenir extração predatória de valor; no Bitcoin, limitar dados arbitrários vistos como spam. Ambas questionam o equilíbrio entre funcionalidade e descentralização em 2 de março de 2026.
O Que é Toxic MEV e Propostas de Vitalik
No Ethereum, o MEV (Maximal Extractable Value) surge quando construtores de blocos reordenam transações pendentes para lucrar, como em front-running ou sandwich attacks — inserir ordens antes e depois de uma transação do usuário para capturar spread. O toxic MEV refere-se a esses abusos que prejudicam usuários comuns, exacerbados pela separação proponente-construtor (PBS) no upgrade Glamsterdam.
Vitalik propõe o FOCIL: um comitê aleatório seleciona transações obrigatórias por bloco, rejeitando blocos que as omitam — uma garantia anti-censura mesmo com construtores dominantes. Outras ideias incluem criptografia de transações até finalização, roteamento anônimo na rede P2P e construção distribuída de blocos, reduzindo gargalos globais. Como funciona: validares terceirizam construção, mas mecanismos garantem inclusão justa, preservando a neutralidade da camada base.
Por que importa: sem freios, poucos construtores centralizam poder, similar a um banco de dados distribuído onde queries são manipuladas por intermediários.
BIP-110: Limites Temporários a Dados no Bitcoin
O BIP-110 é um soft fork temporário (1 ano) que impõe limites a outputs OP_RETURN e dados push arbitrários, visando conter inscrições grandes e payloads não-monetários que ocupam espaço de bloco. Mineradores sinalizam via versão do bloco; o primeiro, pela Ocean, marca o início da contagem para ativação (55% threshold via UASF).
Críticos responderam insculpendo uma imagem de 66 KB em transação única, provando que restrições não eliminam dados sem OP_RETURN. Defensores argumentam que spam compromete nós rodando full nodes; opositores, como Adam Back, alertam para risco de fork e violação da neutralidade — Bitcoin deve tratar todos bytes iguais.
Técnica: OP_RETURN marca outputs não-gastáveis para dados permanentes; BIP-110 caparia isso, forçando L2 para não-financeiro.
Paralelos e Implicações para Blockchains
Ambas frentes revelam tensões: Ethereum foca em equidade transacional contra MEV tóxico; Bitcoin, em preservar capacidade monetária contra spam. No ETH, centralização migra de validares para construtores; no BTC, de mineração para uso de espaço. Dados recentes mostram suporte BIP-110 baixo — apenas 1 bloco inicial, sem onda recente.
Segundo o Cointrader Monitor, Bitcoin cotado a R$ 359.199,89 (+6,41% 24h), com volume de 316 BTC, mas debates técnicos ofuscam preço.
Essas propostas testam governança: código define uso, mas consenso ativa mudanças. Monitore sinais on-chain para UASF BIP-110 e testes FOCIL no ETH.
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