O futuro é quântico: Bitcoin e Ethereum estão se blindando para os próximos 10 anos com avanços na camada base. Vitalik Buterin delineou um plano para escalar o Ethereum sem depender apenas de L2s, enquanto devs do Bitcoin propõem o OP_SHRINCSVERIFY contra computadores quânticos. Paralelamente, o ZKsync Lite encerra em 4 de maio, exigindo que usuários retirem US$ 33,9 milhões em ativos. Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin está a R$ 337.142,82 (-2,65% em 24h).
Escalando a Camada Base do Ethereum
Vitalik Buterin publicou um post detalhando como o Ethereum pode aumentar sua capacidade na camada base. No curto prazo, upgrades como Glamsterdam e ePBS otimizam a verificação de blocos: nós processam partes simultaneamente, aproveitando melhor os slots de 12 segundos. Isso eleva o throughput sem comprometer a estabilidade.
No longo prazo, o foco é diferenciar custos de gas: armazenamento permanente (como contratos) fica mais caro, enquanto transações efêmeras ganham espaço. Buterin propõe maior uso de blobs — dados temporários introduzidos no Fusaka — e provas de conhecimento zero (ZK) para validação sem reexecutar transações. O objetivo é evitar que o Ethereum se torne inacessível a operadores menores, mantendo descentralização.
Essa abordagem contrasta com anos de ênfase em rollups L2, priorizando agora a eficiência on-chain verificável por métricas como TVL e transações diárias.
OP_SHRINCSVERIFY: Proteção Quântica no Bitcoin
O que é SHRINCS? É um esquema híbrido de assinaturas hash-based: combina SPHINCS+ (stateless) com XMSS desbalanceado (stateful). Funciona assim: usa o caminho stateful eficiente para assinaturas rotineiras (324 bytes iniciais), com fallback stateless se o estado da carteira for perdido. Verificação custa pouco por byte, reduzindo a segurança a suposições de hash — ideal contra quânticos.
Blockstream apresentará o opcode OP_SHRINCSVERIFY no OPNEXT 2026. Matt Corallo rebate críticas: o trabalho avança publicamente, com papers no Delving Bitcoin e discussões em listas de e-mail. Questões como performance em hardware e limites de assinaturas seguem em debate, mas o progresso é concreto.
Por que importa? Computadores quânticos ameaçam ECDSA; hash-based signatures preservam chaves públicas pequenas e verificação viável, alinhando com o ethos minimalista do Bitcoin.
Fim do ZKsync Lite e Transição para Era
ZKsync Lite, pioneiro ZK-rollup lançado em 2020, para em 4 de maio: produção de blocos cessa, estado finaliza. Usuários têm US$ 33,9 milhões bridged — US$ 24,9 milhões em stablecoins, US$ 8,4 milhões em ETH. Retiradas são possíveis indefinidamente, mas o time recomenda ação até maio. API read-only dura pelo menos um ano.
Matter Labs migra foco para ZKsync Era (zkEVM com smart contracts) e ZK Stack. Lite suportava transfers e NFTs, mas faltava flexibilidade; Era permite portar apps sem perda de segurança.
Implicações para o Ecossistema
Essa corrida armamentista nas bases reflete maturidade: Bitcoin prioriza resiliência criptográfica, Ethereum eficiência on-chain. Monitorar commits no GitHub e usuários ativos dirá o sucesso. Para brasileiros, com BTC a R$ 337 mil, esses upgrades sustentam adoção de longo prazo.
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