Rede cristalina dourada do Bitcoin dissolvendo em fantasmas com 31% vazio e fluxos vermelhos saindo, simbolizando queda de usuários ativos e saídas de ETFs

Bitcoin Fantasma: Rede Perde 31% de Usuários Ativos em Crise

A rede Bitcoin registra queda de 31% nos endereços ativos em seis meses, caindo de 778 mil para 535 mil, enquanto os ETFs americanos acumulam saída de US$ 4,5 bilhões no ano. Esse descolamento entre transações estáveis e participação encolhida sinaliza fragilidade estrutural, agravada pelo pico nas buscas por ‘Bitcoin to zero’ após novas tarifas de Trump empurrarem o preço abaixo de US$ 65 mil. A história mostra que o mercado está ignorando esses alertas de esvaziamento.


Endereços Ativos: O Sinal de Desinteresse Real

Glassnode confirma: o número médio de oito dias de endereços ativos despencou 31% desde agosto de 2025, atingindo o menor patamar em cinco anos. CryptoQuant e Santiment reforçam, com queda de 42% em endereços únicos iniciando transações desde 2021 e 47% em novos endereços. Transações diárias se mantêm em torno de 440 mil, mas com menos participantes — indício de concentração em grandes players e instituições.

A história mostra que quedas prolongadas na atividade on-chain precedem correções severas, como em 2018 e 2022. O mercado parece ignorar isso, focando em narrativas superficiais de volume estável. Cuidado: essa ‘prosperidade fantasma’ mascara o encolhimento da base real de usuários, essencial para a saúde de longo prazo do Bitcoin.

ETFs Sangram e Atividade Migra para Off-Chain

Os ETFs de Bitcoin nos EUA registram saída líquida de US$ 4,5 bilhões em 2026, com cinco semanas consecutivas de outflows totais de US$ 3,8 bi. Isso transfere atividade para corretoras e derivativos, deixando a Layer 1 mais vazia. Taxas médias caem para US$ 0,24 por transação, com mempool quase ocioso — longe das disputas por espaço em ciclos passados.

Estávelcoins capturam o dia a dia, com suprimento próximo a US$ 300 bi, enquanto Bitcoin vira ativo macro institucional. O mercado está ignorando o risco: sem demanda orgânica on-chain, a rede depende excessivamente de subsídios de bloco, adiando o debate sobre sustentabilidade pós-halving.

Tarifas de Trump e Pânico no Varejo

Segundo o Bitcoinist, buscas por ‘Bitcoin to zero’ explodem no Google Trends após Trump elevar tarifas globais para 15%, derrubando o BTC a US$ 64,4 mil. Volumes spot caem 59%, interesse aberto em derivativos pela metade, com baleias enviando para exchanges. Análise técnica aponta suporte crítico em US$ 60 mil, com médias móveis sinalizando pressão de baixa.

Macro incertezas — CPI a 2,4%, Fed em 3,5-3,75% — amplificam aversão ao risco. O varejo sente o pânico, mas instituições ajustam off-chain. A história das crises asiáticas e dot-com ensina: choques externos aceleram saídas quando fundamentos já fragilizados.

Cenários e Lições Históricas

Três caminhos à frente:

  1. indiferença persiste, com atividade baixa e volatilidade macro;
  2. recuperação otimista com inflows em ETFs e endereços acima de 650 mil;
  3. institucionalização total, preço sobe mas on-chain segue fraco.

Segundo o Cointrader Monitor, BTC cotado a R$ 326.664 (-4,83% em 24h), reforçando viés de baixa.

Como em bears passados, sobreviver exige cautela. O mercado ignora o esvaziamento da rede, mas ciclos mostram: exuberância excessiva cobra preço. Monitore endereços ativos e outflows — eles ditam o teste real de sobrevivência.


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