A inflação persistente nos EUA está adiando cortes de juros do Federal Reserve para julho. Isso é evidenciado pelo core PCE em 2,9% ao ano, super core PCE em 3,3% e PIB do quarto trimestre em apenas 1,4%. Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin opera a R$ 340.720, com queda de 3,52% em 24 horas. Autoridades do Fed sinalizam manutenção de taxas restritivas por mais tempo.
Dados Econômicos Reforçam Posição hawkish do Fed
O último relatório macroeconômico americano trouxe números mistos, mas preocupantes para os mercados. O crescimento do PIB no quarto trimestre de 2025 ficou em 1,4%, abaixo das projeções de 2,5%, sinalizando desaceleração sem recessão iminente. No entanto, o core PCE subiu 0,4% no mês e 2,9% no ano, o maior avanço em 12 meses, enquanto o super core PCE atingiu 3,3%. Esses indicadores reforçam a inflação sticky, especialmente em serviços.
Presidentes regionais do Fed, como o de Chicago, Goolsbee, afirmaram que taxas atuais ‘não são altas’ se a inflação persistir acima de 3%. A ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) menciona abertura para aumentos de juros se necessário. Mercados de derivativos agora precificam apenas duas reduções de 25 pontos-base em 2026, com a primeira em julho, abandonando esperanças de março ou junho.
Tarifas de Trump Ampliam Incertezas Comerciais
Adicionando complexidade, a análise técnica dos futuros do S&P 500 destaca o vaivém regulatório. A Suprema Corte invalidou tarifas sob a IEEPA em decisão 6-3, aliviando US$ 133,5 bilhões em receitas inflacionárias. Trump reagiu com ordem executiva de 10% global via Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, elevada para 15% no fim de semana, efetiva segunda-feira.
Essa medida, inédita, enfrenta questionamentos legais por falta de ‘problema fundamental de pagamentos internacionais’. Limitada a 150 dias, pode elevar custos de importação e pressionar preços, complicando o retorno da inflação à meta de 2%. O Secretário do Tesouro Bessent minimiza, prevendo crescimento de 3,5% em 2026, mas yields subiram: 10-ano em 4,094%.
Implicações para o Mercado Cripto e Próximos Passos
Para criptomoedas, o adiamento de cortes significa financiamento mais caro e discount rates elevados, penalizando ativos voláteis como Bitcoin e altcoins. O rali recente perde fôlego em cenário stagflacionário — crescimento lento com inflação teimosa. Investidores globais monitoram PPI de janeiro (sexta-feira), fala de Waller (segunda, 8h ET) e payrolls futuros.
No Brasil, o impacto se amplifica via dólar e fluxos emergentes. Plataformas como Binance oferecem ferramentas para navegar a volatilidade, mas o foco deve ser em diversificação. Perspectiva: consolidação até clareza sobre tarifas e inflação, com suportes em US$ 85k-90k para BTC/USD.
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