Pêndulo colossal com núcleo Bitcoin oscilando entre calmaria cyan e tormenta vermelha, simbolizando volatilidade macro com Fed e riscos geopolíticos

Semana Volátil: Fed, Nvidia e Geopolítica no Radar do Bitcoin

A próxima semana promete ser a mais volátil de fevereiro para o Bitcoin, com discursos intensos de membros do Fed, o balanço da Nvidia e tensões geopolíticas entre EUA e Irã criando um ambiente de ‘esperar para ver’. Os dados mostram alta concentração de eventos macroeconômicos que podem alterar o fluxo de liquidez para ativos de risco como criptomoedas. Segundo o Cointrader Monitor, o BTC opera a R$ 353.420, com variação de -0,1% em 24h.


Discursos do Fed: Sinais de Política Monetária

Os dados do calendário macro indicam uma agenda densa para autoridades do Federal Reserve. Na segunda-feira (21h, horário de Brasília), o conselheiro Christopher Waller fala; na terça, seguem Goolsbee (Chicago Fed), Collins (Boston Fed), Bostic (Atlanta Fed) e mais intervenções de Waller e Lisa Cook sobre IA. Na quarta, Barkin e Collins em painel; quinta, Musalem (St. Louis Fed). Esses eventos ocorrem em meio a incertezas sobre tarifas de Trump e possível ação militar contra o Irã.

Para o mercado cripto, o foco está na tonalidade das falas. Declarações dovish, enfatizando fraqueza no emprego, podem sinalizar corte de juros antecipado, favorecendo influxo de liquidez para Bitcoin e altcoins. Por outro lado, menções a inflação persistente por tarifas reforçariam o ‘higher for longer‘, pressionando ativos de risco. Historicamente, clusters assim de speeches correlacionam com volatilidade de 2-5% no BTC em 48h.

Balanço da Nvidia: Proxy para Risco em Tech

Na quarta-feira, a Nvidia divulga resultados trimestrais, atuando como termômetro para apetite por risco em tecnologia. Com capitalização acima de US$ 3 trilhões, seu desempenho influencia o Nasdaq e, por extensão, o fluxo para criptoativos ligados a IA e compute, como tokens de infraestrutura blockchain.

Os números recentes mostram BTC-USD em torno de US$ 68.087 (equivalente a R$ 353.420 com dólar a R$ 5,18). Um balanço forte pode elevar o sentimento risk-on, com correlação observada de 0,75 entre NVDA e BTC nos últimos 30 dias. Resultados abaixo do esperado, porém, ampliariam sell-off em tech, impactando liquidez cripto negativamente.

Tensões Geopolíticas e Níveis de Suporte

As tensões EUA-Irã, somadas a tarifas incertas de Trump, elevam demanda por ativos safe-haven como dólar e ouro. Para o Bitcoin, isso complica sua narrativa de ‘ouro digital’: em cenários de escalada, observa-se saída de capital de risco para treasuries, com BTC testando suportes chave.

Níveis técnicos a monitorar incluem suporte imediato em US$ 65.000 (média móvel 50-dias) e secundário em US$ 62.000 (200-dias), caso geopolítica piore. Volumes em 24h somam 103 BTC no Brasil, sinalizando liquidez moderada. Dados de funding rates em exchanges mostram viés neutro, com mercado precificando volatilidade implícita elevada.

O Que Monitorar no Portfólio

Investidores devem priorizar gestão de risco: stops abaixo de suportes chave e exposição balanceada. Indicadores como RSI (atual ~45) sugerem neutralidade, mas VIX em alta correlaciona com dumps de 5-10% no BTC. A conjunção desses fatores reforça volatilidade como regra, demandando monitoramento em tempo real dos headlines.


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