Balança abstrata desequilibrada com formas baleia vermelhas e núcleo dourado pulsante, representando Sharpe Ratio baixo como zona de compra histórica do Bitcoin

Bitcoin em Zona de Compra Histórica pelo Sharpe Ratio

Os dados mostram que o Sharpe Ratio de curto prazo do Bitcoin atingiu -38,38, um nível historicamente baixo que precedeu grandes oportunidades de compra em 2015, 2019 e 2022, conforme análise da CryptoQuant. No entanto, uma divergência perigosa emerge: enquanto carteiras pequenas (varejo) aumentam posições em 2,5%, baleias e grandes investidores reduzem posições em 0,8%, segundo Santiment, limitando o potencial de recuperação sustentável.


O Que Revela o Sharpe Ratio

O Sharpe Ratio mede o retorno ajustado ao risco, calculando o excesso de rendimento sobre a volatilidade. Valores negativos indicam perdas relativas à oscilação de preços. No caso do Bitcoin, o indicador de curto prazo despencou para -38,38, um patamar extremo visto apenas quatro vezes na história do ativo.

Esse nível reflete alto estresse de mercado, com capitulação de traders e volumes baixos. Historicamente, tais extremos sinalizam exaustão vendedora, preparando o terreno para recuperações violentas. Os dados da CryptoQuant destacam que, após mínimas semelhantes, o Bitcoin registrou altas multimensais, apagando perdas significativas.

Atualmente, com o BTC negociado próximo de US$ 68.000, o indicador sugere uma zona de compra estatística, mas exige cautela devido a fatores macroeconômicos.

Ocorrências Históricas

As instâncias passadas do Sharpe Ratio em território similar ocorreram em momentos críticos: próximo de US$ 287 em 2015, US$ 4.100 em 2019 e US$ 15.000 no final de 2022. Cada episódio foi marcado por sentimento pessimista extremo e volatilidade elevada.

Após esses lows, o mercado viu influxo de capital, com valorizações que superaram os declínios prévios. Em 2015, seguiu-se uma alta anual; em 2019, recuperação pós-halving; e em 2022, alta rumo à máxima de 2025. Os padrões indicam que a pressão vendedora se esgota nesses pontos, mas o contexto atual inclui queda de 50% desde a máxima de US$ 126.200 em outubro de 2025.

Esses precedentes metodológicos reforçam a relevância do sinal, embora não garantam repetição exata.

Divergência On-Chain: Varejo vs. Baleias

Dados da Santiment revelam uma cisão estrutural desde o ATH de outubro de 2025. Carteiras com menos de 0,1 BTC — representando o varejo — elevaram sua participação na oferta em 2,5%, atingindo o pico desde meados de 2024. Esse acúmulo fornece suporte de base e momentum de curto prazo.

Em contraste, holders de 10 a 10.000 BTC (baleias e tubarões) diminuíram posições em 0,8%. Essa redução cria resistência superior, promovendo oscilações sem tendência clara. Para um rebound duradouro, os grandes players precisam pausar a distribuição ou inverter para acumulação, evitando que cada alta seja vendida em níveis elevados.

A dinâmica reflete um clássico fluxo de fundos: varejo sustenta o piso, mas baleias ditam a direção.

Cotação Atual e Níveis Críticos

Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin está cotado a R$ 353.646,80, com variação de -0,59% nas últimas 24 horas e volume de 244 BTC. Em dólares, opera em torno de US$ 68.187 (Dólar a R$ 5,18).

Níveis a observar incluem suportes em US$ 65.700 (recuperação parcial da queda recente) e resistências próximas de US$ 69.000. Volumes e decisões das baleias serão decisivos para confirmar o sinal do Sharpe Ratio.


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