O governo federal propõe cobrar IOF de 3,5% sobre a compra de criptomoedas como Bitcoin no Brasil a partir de 2026, segundo a reportagem do Livecoins. Isso significa que, para cada R$ 10 mil investidos em BTC – que hoje vale cerca de R$ 354 mil por unidade, conforme o Cointrader Monitor –, você pagaria R$ 350 extras de imposto. A medida levanta dúvidas jurídicas sobre se cripto é mesmo ‘operação de câmbio’ e pode bagunçar o planejamento de quem usa exchanges para proteger o dinheiro da inflação.
O Que Muda com Essa Proposta de IOF?
Hoje, comprar Bitcoin ou stablecoins em exchanges brasileiras ou internacionais muitas vezes não paga IOF, dependendo da operação. Mas se aprovada, a alíquota de 3,5% incidiria diretamente na compra de criptoativos. Imagine você, que guarda R$ 2 mil por mês para a família: isso pode virar R$ 70 a mais de taxa só para entrar no mercado cripto.
A advogada Lorena Botelho, citada na matéria original, alerta que o IOF é regulado para crédito, câmbio, seguros e títulos mobiliários. O governo quer enquadrar cripto como ‘câmbio’, mas isso pode violar o princípio da legalidade tributária, criando brechas para brigas na Justiça. Para o pequeno investidor, é mais uma camada de custo em um país onde o dólar já aperta o bolso.
Cripto é Mesmo ‘Câmbio’? As Dúvidas Jurídicas
Criptomoedas como Bitcoin não são moedas estrangeiras, diferentemente do dólar ou euro. O Banco Central tem interpretado compras de cripto como operações de câmbio, mas Botelho questiona: isso cabe na lei? Se o decreto do governo esticar o conceito sem base legal clara, pode rolar processos judiciais longos, como já vimos com outros impostos.
Para quem opera no dia a dia, isso gera insegurança. Se você usa stablecoins para remessas ao exterior ou proteção contra inflação, uma decisão errada pode travar sua estratégia. O risco é real: litígios podem demorar anos, mas o imposto vem agora, encarecendo cada transação em reais concretos.
Isenção de R$ 10 Mil: Ajuda ou Armadilha?
A proposta isenta operações até R$ 10 mil, o que protege quem investe pouco. Para um salário mínimo de R$ 1.412, isso cobre várias compras mensais sem taxa extra. Mas há pegadinhas: fracionar operações para burlar pode ser visto como planejamento agressivo, atraindo fiscalização da Receita.
Exchanges vão precisar de sistemas caros para monitorar por CPF, o que pode subir spreads ou taxas ocultas. Se você bate os R$ 10 mil todo mês, calcule: em R$ 20 mil, paga IOF só nos R$ 10 mil extras, mas fique de olho no calendário mensal para não perder a isenção.
O Que Fazer Agora para Proteger Seu Bolso?
Essa proposta é um teste para o mercado cripto brasileiro. Fique atento às votações no Congresso e ajustes. Enquanto isso, planeje com margem para 3,5% extras – melhor prevenir do que remediar no IRPF do ano que vem.
- Revise suas compras: priorize abaixo de R$ 10 mil por mês para testar a isenção.
- Monitore exchanges locais vs. internacionais – algumas já cobram IOF em remessas.
- Guarde comprovantes: se rolar judicialização, você precisa provar.
- Diversifique: use P2P ou carteiras frias para reduzir exposição a taxas.
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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.