Gestor cartoon reduzindo pilha BTC e elevando estrutura ETH em meio a tempestade de mercado, simbolizando rotação estratégica de Harvard

Harvard Reduz BTC em 21% e Entra em ETH: Estratégia em Meio à Queda de US$ 1T

Os dados do Q4 2025 revelam que a Harvard Management Company reduziu sua posição em Bitcoin em 21%, vendendo 1,48 milhão de ações do iShares Bitcoin Trust (IBIT), mas inaugurou uma posição de US$ 86,8 milhões no iShares Ethereum Trust. Esse rebalanceamento ocorre enquanto o mercado cripto perde cerca de US$ 1 trilhão em valor, mas os RWAs tokenizados avançam 13,5% em 30 dias, com Ethereum liderando ganhos de US$ 1,7 bilhão. Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin cotado a R$ 358.340 reflete variação de -0,37% em 24h.


Detalhes do Rebalanceamento de Harvard

A Harvard manteve o Bitcoin como sua maior posição pública, com 5,35 milhões de ações do IBIT avaliadas em US$ 265,8 milhões ao final do trimestre, superando stakes em Alphabet, Microsoft e Amazon. A nova alocação em Ethereum, com 3,87 milhões de ações, totaliza exposição combinada de US$ 352,6 milhões em criptoativos, conforme filing 13F. Esse movimento, reportado por múltiplas fontes, ocorreu em período de alta volatilidade: Bitcoin caiu de US$ 126.000 em outubro para US$ 88.429 em dezembro, enquanto Ethereum recuou cerca de 30%.

Os números indicam uma estratégia de diversificação, não desmonte total. A redução seletiva em BTC financiou a entrada no ecossistema Ethereum, alinhando-se às tendências de alocação institucional mais granulares.

Resiliência dos Ativos do Mundo Real Tokenizados

Em contraste com o mercado amplo, os RWAs on-chain cresceram 13,5% nos últimos 30 dias, segundo o RWA.xyz. Ethereum registrou influxo líquido de US$ 1,7 bilhão, seguido por Arbitrum (US$ 880 milhões) e Solana (US$ 530 milhões). Excluindo stablecoins, Treasuries tokenizados superam US$ 10 bilhões em circulação, com fluxos contínuos em crédito privado e instrumentos com rendimento.

BlackRock integrou seu fundo BUIDL ao Uniswap, sinalizando maturidade em DeFi institucional. Esses dados sugerem que emissões de ativos tokenizados e adoção de carteiras únicas expandem, mesmo sob pressão vendedora geral.

Contexto Macroeconômico e de Mercado

O mercado cripto perdeu aproximadamente US$ 1 trilhão desde outubro, intensificado por desalavancagem em outubro e fragilidade nos derivativos. Bitcoin opera em US$ 68.539 (-0,42% 24h) e Ethereum em US$ 1.988 (+1,14%), conforme cotações recentes. Harvard ajustou durante pico e correção, destacando timing baseado em valuation.

Críticas acadêmicas, como de Andrew F. Siegel, apontam risco devido à ausência de valor intrínseco no Bitcoin, com queda YTD de 22,8%. Ainda assim, endowments como Yale investem indiretamente desde 2018.

Implicações para o Mercado Institucional

Os dados mostram capital institucional tornando-se mais seletivo: redução em BTC não equivale a pessimismo, mas redistribuição para setores resilientes como RWAs e Ethereum. Níveis a monitorar incluem suporte em US$ 67.000 para BTC e resistência em US$ 70.000. Volume 24h de BTC no Brasil soma 183 BTC. Investidores devem observar fluxos ETF e on-chain para avaliar o smart money.


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