Fortaleza dourada Bitcoin repelindo partícula quântica com brecha minúscula '0.05%', simbolizando risco baixo à segurança revelado por CoinShares

Computação Quântica x Bitcoin: Relatório Revela Risco Real de Apenas 0,05%

Um relatório recente da CoinShares desmistifica o pânico em torno da computação quântica e Bitcoin: apenas 0,05% do suprimento total, ou cerca de 10.200 BTC, está em risco prático real. Teoricamente, 8% poderia ser afetado, mas limitações técnicas tornam isso improvável. A rede Bitcoin avança com propostas como a BIP 360, garantindo resiliência futura. O fim pela quântica é mito, segundo os dados.


O Que Revela o Relatório da CoinShares

O documento “Vulnerabilidade Quântica em Bitcoin: Um Risco Manejável” analisa a exposição da rede. Cerca de 8% dos 21 milhões de BTC, equivalente a 1,6-1,7 milhão de unidades, reside em endereços Pay-to-Public-Key (P2PK) antigos. Nesses casos, as chaves públicas estão visíveis na blockchain, permitindo que algoritmos quânticos como o de Shor derivem as chaves privadas.

No entanto, esses fundos estão fragmentados em 32.607 UTXOs individuais, com média de 50 BTC cada. Explorar cada um demandaria tempo e recursos quânticos imensos, tornando ataques impraticáveis por décadas. Assim, o risco teórico não se traduz em ameaça imediata para a maioria dos bitcoins.

Risco Real Limitado a 0,05% do Suprimento

O verdadeiro perigo reside em poucos endereços concentrados com alto valor: os 10.200 BTC identificados. Esses representam potencial disrupção de mercado se roubados. Para contextualizar, segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin está cotado a R$ 359.629 neste momento, valorizando esses BTC em cerca de R$ 3,67 bilhões.

Endereços modernos, como P2PKH ou Taproot, protegem as chaves públicas atrás de hashes (SHA-256), resistentes a ataques quânticos conhecidos. Hashes quebram via algoritmo de Grover, mas com custo exponencial, exigindo qubits massivos ainda inexistentes.

Ações Proativas de Empresas e Desenvolvedores

A Strategy, com 714.644 BTC em tesouraria (1,4% dos quais potencialmente expostos), anunciou um programa de segurança quântica. Liderada por Michael Saylor, a empresa coordena com especialistas globais, tratando o quantum como desafio de longo prazo, superior a 10 anos.

Desenvolvedores Bitcoin integram a BIP 360 ao repositório oficial de propostas. Essa melhoria introduz Pay-to-Merkle-Root (P2MR), um novo tipo de saída que usa raízes Merkle de hashes para validação, minimizando exposição de curvas elípticas (ECDSA). Funciona assim: em vez de revelar a chave pública diretamente, o protocolo verifica proofs criptográficas baseadas em hash trees, resistentes a Shor.

Por Que o Bitcoin Está à Frente da Ameaça

A BIP 360 é um passo conservador: autores como Hunter Beast (MARA), Ethan Heilman e Isabel Foxen Duke enfatizam debate aberto antes de ativação. Alinha-se a padrões NIST para criptografia pós-quântica. Computadores quânticos viáveis para quebrar ECDSA precisam de milhões de qubits lógicos estáveis; hoje, temos centenas físicos ruidosos.

Para usuários, isso significa: mova fundos de P2PK antigos para endereços modernos. A rede tem décadas para upgrades suaves via soft forks. Métricas on-chain mostram adoção crescente de Taproot, já resistente em cenários híbridos.


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