A dificuldade de mineração do Bitcoin caiu 11,16%, marcando o maior ajuste negativo desde a proibição na China em 2021. Enquanto o preço oscila perto de US$ 70 mil — equivalente a cerca de R$ 369.419 segundo o Cointrader Monitor —, esse sinal de estresse nos mineradores sugere que o fundo do ciclo de baixa ainda está distante. O mercado parece ignorar o risco de mais capitulação.
A Queda Histórica na Dificuldade
A dificuldade ajustou-se para 125,86 trilhões no bloco 935.424, refletindo uma redução drástica no hashrate nas últimas duas semanas. Esse movimento é impulsionado por custos elevados de energia e margens apertadas, forçando mineradores menores a desligarem equipamentos. A história mostra que quedas assim precedem períodos de volatilidade, como visto no colapso chinês de 2021, quando o hashrate despencou e o preço do BTC testou suportes mais baixos.
Embora o ajuste dê alívio temporário aos sobreviventes, ele é retrospectivo. Projeções indicam possível rebote de 12% na próxima quinzena se máquinas voltarem online, o que poderia reverter o benefício sem suporte de preço mais alto. O mercado está ignorando esse ciclo vicioso potencial.
Estresse nos Mineradores e Pressão de Venda
Mineradores enfrentam contas de eletricidade e dívidas acumuladas. Com lucratividade comprimida, a tendência é vender o BTC minerado imediatamente, gerando pressão de venda constante em mercados fracos. Grandes participantes acumulam em dips, mas relatórios recentes de earnings mostram volatilidade afetando todo o setor. Essa capitulação de participantes menores é um clássico de fundos de mercado de baixa, mas os dados atuais sugerem que o pior ainda não passou.
Segundo o análise da CryptoQuant, o BTC precisa cair mais 21% para US$ 55 mil, nível do realized price que historicamente ancorou bottoms por 4-6 meses. O indicador de ciclo bull-bear permanece na fase de bear, longe do extreme bear que sinaliza reversão.
Bitcoin Longe do Fundo Definitivo
Apesar da queda de 45% desde o pico de outubro em US$ 126 mil, o BTC não testou ainda os suportes críticos. Analistas como os da Galaxy e Standard Chartered preveem descidas a US$ 50-60 mil antes de qualquer rebound sustentável. Mercados de previsão como Myriad favorecem queda para US$ 55 mil antes de alta para US$ 84 mil.
A euforia recente ignora esses riscos macro: juros altos, liquidez global restrita e correlação com ações tradicionais. Ciclos passados, como 2018 e 2022, ensinaram que otimismo excessivo precede correções profundas.
O Que Monitorar Agora
Vigie o próximo ajuste de dificuldade por volta de 20 de fevereiro e o suporte em US$ 60 mil. Se o preço não absorver vendas dos mineradores ali, outra perna de baixa é provável. Sobreviver ao bear vale mais que perseguir topos ilusórios — proteja o capital com cautela.
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