CEOs cartoon de Coinbase e Ripple aconselhando reguladores CFTC em mesa consultiva, simbolizando nova colaboração regulatória via Clarity Act

De Vilões a Consultores: CEOs de Coinbase e Ripple Aconselham CFTC

A Comissão de Negociação de Futuros de Commodities dos EUA (CFTC) anunciou um comitê consultivo de inovação com 35 membros, incluindo os CEOs da Coinbase e Ripple, Brian Armstrong e Brad Garlinghouse. Em paralelo, autoridades da Casa Branca afirmam que trilhões de dólares em capital institucional aguardam clareza regulatória via Clarity Act, enquanto o Secretário do Tesouro pressiona o Congresso para aprovar o texto até 2026. Essa guinada reflete a corrida americana por liderança global em criptoativos, transformando ex-adversários regulatórios em aliados de Washington.


Comitê da CFTC Une Setor Privado e Regulador

O novo Innovation Advisory Committee da CFTC representa um marco na diplomacia regulatória americana. Liderado pelo presidente Mike Selig, o grupo inclui executivos de exchanges centralizadas, fundadores de DeFi e participantes tradicionais de mercado. Armstrong e Garlinghouse, cujas empresas enfrentaram disputas judiciais com agências federais, agora oferecem perspectivas do setor sobre derivativos, estrutura de mercado e classificação de tokens.

Segundo o anúncio oficial, o comitê visa alinhar decisões regulatórias às condições reais do mercado, preparando o terreno para a “Era de Ouro dos Mercados Financeiros Americanos”. Cerca de 20 membros têm laços diretos com firmas cripto, equilibrando visões de incumbentes e inovadores menores. Reuniões iniciais devem abordar custódia, ativos tokenizados e dados de mercado, potencialmente influenciando propostas concretas de regras.

Essa inclusão sinaliza o fim de uma era conflituosa, onde empresas como Coinbase e Ripple eram vistas como “vilãs” por reguladores. Agora, elas ocupam assentos oficiais, facilitando feedback loops mais curtos entre indústria e governo.

Casa Branca Aponta Trilhões na Espera Regulatória

Patrick Witt, Diretor Executivo do Conselho Presidencial de Assessores para Ativos Digitais, destacou em entrevista à Yahoo Finance que trilhões de dólares institucionais estão parados à margem, aguardando o Clarity Act. A Câmara aprovou sua versão no ano passado; o Senado avança emendas, com seções da CFTC já aprovadas no Comitê de Agricultura e partes da SEC no Comitê Bancário.

Witt enfatizou negociações para resolver divergências sobre yields de stablecoins e fuga de depósitos bancários. A Casa Branca hospeda stakeholders para fomentar compromissos, vendo a lei como “desbloqueio” para inovação. Bancos como JPMorgan poderiam então engajar-se plenamente em atividades cripto, fortalecendo colaborações entre finanças tradicionais e digitais.

O governo também gerencia suas reservas de Bitcoin, centralizando carteiras e explorando aquisições neutras ao orçamento, via projetos como o de Cynthia Lummis no Senado e Nick Begich na Câmara. Isso posiciona os EUA como player estratégico no mercado global de Bitcoin.

Pressionado pelo Tesouro, Congresso Corre Contra Midterms

Scott Bessent, Secretário do Tesouro, urge aprovação do Clarity Act até a primavera de 2026, antes das eleições de meio de mandato. Com maioria republicana frágil na Câmara (218-214), Bessent alerta que uma virada democrata poderia derrubar o acordo bipartidário.

Em meio a volatilidade histórica nos mercados cripto, a falta de clareza amplifica incertezas. O texto codificaria políticas pro-cripto da administração Trump em lei duradoura, protegendo contra mudanças futuras. Mercados preditivos como Polymarket dão 47% de chance a um Congresso dividido em 2026.

Para o Brasil e América Latina, isso implica competição acirrada: EUA estabilizando regras atraem capital global, pressionando jurisdições emergentes a inovarem. Investidores locais devem monitorar impactos em fluxos de capitais e adoção regional.

Implicações Geopolíticas para Liderança Americana

Globalmente, os EUA correm para reconquistar supremacia em finanças digitais, após anos de inação regulatória que beneficiaram Europa e Ásia. O comitê da CFTC e o Clarity Act sinalizam maturidade institucional, atraindo investimentos enquanto rivais como China avançam em CBDCs e UE em MiCA.

Para investidores brasileiros, isso reforça a necessidade de diversificação geopolítica: clareza americana pode elevar preços globais de Bitcoin e altcoins, mas também intensificar escrutínio em exchanges internacionais. Autoridades de múltiplos países observam, pois regras claras em Washington definem padrões para o ecossistema mundial. Vale acompanhar reuniões do comitê e progresso legislativo para antecipar ondas de influxo institucional.


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