O alerta da XWIN Research não poderia ser mais claro: o Bitcoin pode já estar entrando em um inverno cripto prolongado. Após queda de 46% do pico de US$ 126 mil para cerca de US$ 67.900, o mercado registra perdas realizadas de US$ 13 bilhões, o maior nível desde 2022. Cinco meses consecutivos de perdas e Índice de Medo & Ganância em 14 (medo extremo) reforçam o cenário de baixa. A história mostra que esses sinais precedem correções mais profundas, como em 2018.
Queda Acelerada e Fluxos de Capital Preocupantes
A desvalorização de 46% do Bitcoin não é mero ajuste: representa uma retração significativa após o pico histórico. Segundo a análise da XWIN, apesar de US$ 300 bilhões em inflows em 2025, a capitalização de mercado encolheu, indicando pressão vendedora dominante de grandes holders ou derivativos. O volume de perdas realizadas atingiu picos vistos no fundo de 2022, mas com preços nominais mais altos, o mercado ignora o enfraquecimento estrutural.
No Brasil, segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin negocia a R$ 349.680, com variação de -0,31% em 24 horas e volume de 327 BTC. Esse descolamento entre inflows e preço é clássico de topos de ciclo, como vimos na bolha dot-com ou no bear de 2018, quando o otimismo institucional mascarou a realidade.
O mercado está ignorando esses alertas, mas os dados on-chain sugerem que a força interna está se esgotando. Capitulação pode demorar meses, como historicamente ocorre.
Standard Chartered Corta Previsão e Aponta US$ 50 Mil
O corte de alvo de preço pelo Standard Chartered reforça o ceticismo. O banco reduziu a meta de fim de ano para US$ 100 mil, ante US$ 150 mil, e prevê queda a US$ 50 mil antes de qualquer rebound. ETF de Bitcoin registram saídas de US$ 282 milhões este mês e US$ 6 bilhões nos últimos quatro, enquanto open interest de futuros cai de US$ 96 bilhões para US$ 44 bilhões.
Geoffrey Kendrick, chefe de ativos digitais, cita falta de narrativa clara e macro desfavorável até mudanças no Fed. Essa capitulação final é esperada nos próximos meses. A história mostra que analistas institucionais acertam ao virar bearish em picos de exuberância, como em 2022, quando cortes semelhantes precederam o fundo.
Investidores devem monitorar esses fluxos: redução de exposição sinaliza risco de mais downside.
Influência de Tech e Metais Preciosos no Cenário Bear
A correlação com o setor tech reafirma a vulnerabilidade. Bitcoin recuou para US$ 65 mil, acompanhando queda de 2% no Nasdaq e 3% no ETF de software (IGV), pressionado por medos de IA disruptiva. Ouro e prata despencaram 3% e 10%, respectivamente, rompendo qualquer narrativa de safe haven.
O mercado cripto, ainda visto como ‘software programável’, sofre com múltiplos elevados questionados pela automação via IA. Essa sincronia com tech volátil é lição de 2022: cripto não decoupling real ainda. Ciclos passados, como crises asiáticas de 1997, mostram que ativos de risco caem juntos em risk-off.
Cuidado com otimismo prematuro: sem suporte macro, o inverno pode se estender.
Lições Históricas e Próximos Passos
Eu avisei: todo bull é seguido de bear prolongado. 2018 viu quedas de 84%; 2022, 77%. Hoje, com estrutura mais madura via ETFs, o downside pode ser menos extremo, mas perdas de US$ 13 bi e cortes institucionais gritam cautela. Proteja capital priorizando sobrevivência ao ciclo.
Vale monitorar capitulação em perdas realizadas e inflows sustentados. Sem isso, novas mínimas são prováveis. O sonho da alta eterna acabou — prepare-se para um inverno mais longo do que o hype sugere.
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