Os dados da CryptoQuant indicam que a média móvel de 60 dias da variação da capitalização de mercado da USDT ficou negativa em fevereiro de 2026, pela primeira vez em dois anos. A capitalização recuou de US$ 187 bilhões para US$ 184,3 bilhões desde janeiro, com queimas recordes de 3,5 bilhões de USDT em 10 de fevereiro. Essa contração levanta preocupações sobre a liquidez disponível para sustentar uma próxima alta do Bitcoin.
Crescimento Negativo da Capitalização da USDT
A média móvel de 60 dias da variação da capitalização da maior stablecoin do mercado cruzou o limiar negativo, um evento raro ocorrido pela última vez no terceiro trimestre de 2023. Dados da CryptoQuant mostram correlação direta entre o crescimento da USDT e a entrada de liquidez no ecossistema cripto.
Desde o início de janeiro, a capitalização da Tether registrou queda, passando de mais de US$ 187 bilhões para US$ 184,3 bilhões, conforme CoinGecko. Esse movimento reflete queimas significativas: 3,5 bilhões de USDT em 10 de fevereiro e 3 bilhões no mês anterior, as maiores consecutivas já registradas. Essas ações ocorrem quando investidores resgatam a stablecoin por fiat, reduzindo o suprimento circulante para manter a paridade 1:1.
Implicações para a Liquidez do Mercado
Historicamente, expansões na capitalização da USDT sinalizam influxo de capital fresco, fortalecendo suportes em quedas e permitindo rallies sustentados. Quando o crescimento se torna negativo, como agora, o oposto ocorre: o poder de compra diminui, os suportes enfraquecem e as altas são rapidamente vendidas.
Analistas como Crypto Tice destacam que movimentos de alta prolongados no Bitcoin raramente ocorrem durante retrações no suprimento de stablecoins. A liquidez sai do mercado, em vez de aguardar oportunidades, fragilizando o ecossistema. No médio prazo, isso representa um sinal de alerta para traders monitorarem volumes e influxos.
Contexto Histórico dos Períodos de Contração
Dados históricos da CryptoQuant revelam que fases com média móvel negativa duram em média dois meses. Exemplos incluem novembro de 2022 a janeiro de 2023 e agosto a outubro de 2023, períodos de lateralização ou quedas acentuadas no Bitcoin, formando fundos locais antes de recuperações.
Atualmente, o cenário sugere possível estagnação em baixas ou correção adicional nos próximos 60 dias. Investidores devem observar se a tendência persiste, pois recuperações só se materializam após estabilização do suprimento de stablecoins.
Níveis Técnicos e Cotação Atual do Bitcoin
Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin está cotado a R$ 352.375,76, com variação de -1,25% nas últimas 24 horas e volume de 397,61 BTC. Níveis críticos incluem suporte em US$ 63 mil; rompimento pode levar a US$ 43 mil.
Os dados sugerem cautela no médio prazo. Traders devem priorizar métricas on-chain como suprimento de stablecoins e volume de transações para avaliar a força do próximo movimento direcional.
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