A rede Bitcoin registrou sua maior redução de dificuldade desde 2021, com queda de 11,16% no bloco 935.424, passando de 141,84 trilhões para 125,86 trilhões. Tempestades de neve nos EUA forçaram miners a desligarem equipamentos para aliviar a rede elétrica, alongando os tempos de bloco além de 12 minutos. Esse ajuste automático, confirmado por múltiplas fontes como a Blocktempo, demonstra a resiliência técnica da rede, tornando a mineração mais acessível e rentável em meio ao crash de preços.
O Que é o Ajuste de Dificuldade?
Imagine a rede Bitcoin como um relógio preciso: ela precisa produzir um bloco a cada 10 minutos, em média, independentemente do número de computadores (miners) competindo. O ajuste de dificuldade é o mecanismo que calibra essa precisão. Toda época de 2.016 blocos — cerca de duas semanas —, o protocolo recalcula o alvo de dificuldade com base no tempo real gasto para minerar os blocos anteriores.
A fórmula é simples: nova_dificuldade = dificuldade_anterior × (2016 × 10 minutos) / tempo_real_blocos. Se os blocos demoram mais (hashrate baixo), a dificuldade cai; se mais rápidos, sobe. Isso garante a previsibilidade e a segurança da rede, protegendo contra ataques ou variações de poder computacional. Sem ele, a blockchain poderia acelerar ou parar, comprometendo sua integridade como sistema distribuído.
Por Que a Neve nos EUA Causou Essa Queda?
Os EUA concentram grande parte do hashrate global pós-2021, com pools como Foundry USA liderando. Uma frente ártica recente varreu dezenas de estados, forçando miners a reduzir operações para priorizar o grid elétrico. O hashrate despencou, de picos acima de 1 ZH/s para cerca de 948 EH/s, esticando blocos para mais de 12 minutos.
Combinado ao preço do Bitcoin, que caiu mais de 45% desde outubro de 2025 (de US$ 126 mil para abaixo de US$ 60 mil), o hashprice — receita por petahash — atingiu mínima histórica de US$ 28,70/PH/s. Segundo o Cointrader Monitor, o BTC está cotado a R$ 367.740 (+2,97% em 24h), aliviando um pouco, mas o impacto climático foi decisivo para o recorde.
Comparação com o Banimento Chinês de 2021
Em julho de 2021, a China baniu mineração, removendo 60-70% do hashrate global e causando queda de 27,94% na dificuldade — o maior até então. Miners migraram para EUA, Cazaquistão e Texas, restaurando a rede em meses. Agora, a queda de 11,16% é a maior em quase 5 anos, mas temporária: dura até 20 de fevereiro, com próximo ajuste previsto para alta, conforme blocos aceleram (atualmente ~9min22s).
Diferente de 2021 (política), isso é conjuntura climática+econômica, acelerando consolidação: miners ineficientes desligam, sobreviventes ganham margem. Alguns pivotam para AI computing, diversificando.
Resiliência da Rede e Próximos Passos
Esse autoajuste prova a robustez do Bitcoin: adapta-se a choques sem intervenção central, mantendo segurança via proof-of-work. Para miners, é alívio — blocos mais fáceis elevam receitas, reduzindo venda de BTC. Monitore hashrate em mempool.space: recuperação pode sinalizar alta de dificuldade. A rede sobreviveu piores; essa é só uma calibração técnica para eficiência.
💰 Comece a investir em criptomoedas: Abra sua conta gratuita na Binance e acesse um dos maiores ecossistemas cripto do mundo.
📢 Este artigo contém links de afiliados. Ao se cadastrar através desses links, você ajuda a manter o blog sem custo adicional para você.
⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.