O Bitcoin registrou sua pior queda diária desde o colapso da FTX, com desvalorização superior a 12% nas últimas 24 horas, atingindo mínimas próximas de US$ 63 mil. Os dados mostram rompimento sucessivo de suportes chave em US$ 70 mil e US$ 65 mil, impulsionado por vendas por medo e liquidações alavancadas em efeito cascata. No Brasil, segundo o Cointrader Monitor, o BTC opera a R$ 334.509, com variação de -12,07%.
Rompimento de Suportes Técnicos
Os dados técnicos revelam que o Bitcoin perdeu o suporte psicológico de US$ 70 mil no início da semana, seguido pelo rompimento de US$ 65 mil nesta quinta-feira. De acordo com análises do mercado, esses níveis atuavam como barreiras relevantes, com histórico de acumulação de ordens de compra. A perda acelerou a pressão vendedora, pois posições alavancadas com stops abaixo desses patamares foram executadas automaticamente.
No gráfico diário, a média móvel exponencial de 50 dias (EMA50), próxima de US$ 68 mil, foi violada, confirmando viés de baixa de curto prazo. Volumes de negociação spot não acompanharam a intensidade da queda, sugerindo que o movimento é dominado por derivativos, onde a liquidez fina amplifica oscilações.
Efeito Cascata das Liquidações
Liquidações de posições longas (compradas) representam o principal catalisador da intensidade atual. Cada liquidação gera novas ordens de venda forçada, pressionando preços e acionando mais stops em um ciclo vicioso. Especialistas apontam que a venda por medo após rompimentos iniciais alimentou esse processo, com baixa liquidez em horários de pico exacerbando o impacto.
Dados agregados indicam volumes de liquidação na casa de bilhões de dólares em 24 horas, concentrados em exchanges perpetuais. Esse fenômeno explica por que altcoins como XRP sofreram quedas superiores a 19%, enquanto o Bitcoin caiu 12%. A desalavancagem forçada limpa ordens excessivamente otimistas, preparando o terreno para estabilização.
Comparação com Colapso da FTX
A magnitude da queda atual, projetada em 10,5%-12% no dia, ecoa o drawdown de 14,3% em 8 de novembro de 2022, durante o colapso da FTX, quando o BTC despencou para abaixo de US$ 16 mil. Ambos os eventos compartilham baixa liquidez e pânico generalizado, levando a correlações com ativos tradicionais: prata caiu 14% e ouro 2% hoje, similar a padrões de aversão a risco.
No entanto, o contexto difere: em 2022, falência de exchange centralizada gerou contágio sistêmico; aqui, fatores macro como juros elevados e tensões EUA-Irã atuam como pano de fundo. Os dados mostram que o preço realizado do Bitcoin, alinhado à faixa de US$ 58-60 mil, pode oferecer suporte multi-anual.
Níveis a Monitorar e Cotação Atual
O próximo suporte crítico está na média móvel simples de 200 dias (SMA200), entre US$ 58 mil e 60 mil, coincidente com o fundo de maio de 2024 em torno de US$ 61 mil. Volumes elevados nessas zonas historicamente atraem compradores institucionais. Ausência de confirmação de reversão sugere cautela, com RSI diário em território de sobrevenda.
Segundo o Cointrader Monitor, às 19:16 de 05/02/2026, BTC/BRL está em R$ 334.509 (var. -12,07%), com dólar a R$ 5,27. Traders devem observar volume spot e open interest em derivativos para sinais de fundo.
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