Torres de mineração cibernéticas rachando com placas 87K e 64K, representando crise de custos superando preço do Bitcoin nos mineradores

Mineradores em Crise: Custo do BTC Supera US$ 87 Mil

Os dados da Checkonchain indicam que o custo médio de produção de um Bitcoin alcançou US$ 87 mil, enquanto o preço de mercado opera em torno de US$ 64 mil — uma discrepância de aproximadamente 26%. Segundo o Cointrader Monitor, o BTC está cotado a R$ 338.090, com variação de -11,73% em 24 horas. Essa margem negativa pressiona os mineradores, que enfrentam despesas operacionais acima das receitas.


Custo de Produção e Ponto de Equilíbrio

Os números revelam um cenário de prejuízo operacional para a maioria dos mineradores. O custo de US$ 87 mil por BTC é estimado via regressão de dificuldade da rede, métrica que correlaciona o hashrate com despesas energéticas e de hardware. Historicamente, quando o preço desacopla abaixo desse nível em cerca de 20%, como observado em ciclos de baixa de 2019 e 2022, inicia-se uma fase de consolidação setorial.

Atualmente, com o BTC em US$ 63.970 (bid via cotações em tempo real), o gap ampliou para além de US$ 23 mil. Mineradores eficientes, com custos abaixo de US$ 50 mil, mantêm operações, mas os menos competitivos acumulam perdas. Essa dinâmica força decisões como desligamento de rigs ou renegociação de contratos de energia.

Queda no Hashrate e Capitulação Inicial

O hashrate da rede Bitcoin registrou queda de 20% em relação aos picos de outubro, sinalizando que máquinas menos rentáveis foram desativadas. Apesar de uma estabilização recente, a métrica permanece 8-10% abaixo da média móvel de 200 dias, indicando estresse persistente.

Empresas de mineração listadas enfrentam pressão financeira: receitas de block rewards e fees não cobrem despesas. Com o halving de 2024 reduzindo rewards pela metade, o break-even subiu substancialmente. Dados on-chain mostram aumento nas transferências de BTC de carteiras de mineradores para exchanges, um indicador clássico de capitulação.

Pressão de Venda e Implicações de Mercado

A liquidação de reservas por mineradores adiciona fluxo vendedor ao mercado. Para cobrir dívidas e custos operacionais, companhias despejam BTC acumulado, exacerbando a tendência de baixa. Em ciclos passados, essa capitulação coincidiu com fundos de preço, mas o timing exato depende de fatores macro, como taxas de juros e adoção institucional.

No Brasil, o equivalente em reais agrava o quadro: custo estimado em cerca de R$ 458 mil (US$ 87 mil a R$ 5,27/USD) versus preço atual de R$ 338 mil. Mineradores locais, dependentes de energia hidrelétrica, monitoram variações cambiais que impactam importação de ASICs.

Níveis Técnicos a Observar

Os dados sugerem monitoramento de suportes em US$ 60-63 mil, onde capitulação pode intensificar, e resistências em US$ 70-75 mil para recuperação. Métricas como net unrealized profit/loss (NUPL) e fluxo dos mineradores indicam purging em curso. A convergência preço-custo histórico marca turning points, mas requer estabilização macroeconômica.

Investidores atentos aos relatórios de empresas como Marathon Digital e Riot Platforms, que divulgam métricas de eficiência pós-halving.


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