A Galaxy Digital desmentiu especulações de que uma venda de US$ 9 bilhões em Bitcoin executada por um cliente rico tenha sido motivada por preocupações com a resistência quântica da criptomoeda. A rumorologia surgiu após a divulgação dos resultados trimestrais da gestora, mas Alex Thorn, head de research, esclareceu publicamente que a transação não está relacionada a riscos quânticos. Os dados mostram que o FUD em torno desse tema carece de base técnica imediata.
Detalhes da Transação e Posicionamento da Galaxy
Durante a call de resultados do quarto trimestre de 2025, a Galaxy Digital reportou um prejuízo líquido de US$ 482 milhões no período e US$ 241 milhões no ano completo. Foi nesse contexto que surgiu menção a um cliente “preocupado com a resistência quântica do BTC”, interpretado por parte da comunidade como motivação para a venda massiva de Bitcoin.
Alex Thorn rebateu via X (antigo Twitter), afirmando explicitamente que a operação de US$ 9 bilhões não decorreu de temores quânticos. Os números da transação, executada em nome do cliente, refletem movimentações de baleias comuns no mercado, sem indícios de pânico específico. No momento da redação, segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin cotava a R$ 376.612,71, com variação de -5,55% nas últimas 24 horas e volume de 690 BTC.
O Risco Quântico: Análise Técnica e Horizonte Temporal
Os dados mostram que preocupações com computação quântica afetando o Bitcoin remontam anos, centradas na vulnerabilidade de assinaturas ECDSA ao algoritmo de Shor. No entanto, computadores quânticos viáveis exigem milhões de qubits lógicos estáveis, tecnologia ausente atualmente — os maiores protótipos operam com centenas de qubits físicos ruidosos.
Adam Back, CEO da Blockstream, estima que a ameaça prática leve de 20 a 40 anos. Propostas como a BIP-360 visam introduzir assinaturas pós-quânticas via Taproot, permitindo migração gradual sem hard fork. Os indicadores técnicos atuais do BTC, como suporte em US$ 74.000 testado recentemente, não evidenciam impacto quântico no preço.
Desempenho da Galaxy e Dinâmica de Mercado
A Galaxy enfrentou desafios em 2025, com o prejuízo anual refletindo volatilidade geral do mercado cripto. Mike Novogratz, CEO, comentou em entrevista à Bloomberg que o fundo pode estar próximo do bottom, citando quedas recentes do Bitcoin abaixo de US$ 74.000. Volumes de negociação e médias móveis de 50 e 200 dias sugerem consolidação, sem rompimento de baixa prolongada.
Níveis a observar incluem resistência em US$ 80.000 e suporte em US$ 70.000, baseados em padrões históricos. A transação da baleia representa cerca de 0,1% do supply circulante do BTC, impacto diluído em um mercado de US$ 1,4 trilhão.
Regulação e Próximos Passos no Mercado
O avanço do CLARITY Act nos EUA emerge como catalisador potencial. A proposta delineia jurisdições entre SEC e CFTC para ativos cripto, com discussões recentes envolvendo stablecoins e DeFi. Reuniões na Casa Branca com participantes do setor indicam progresso, podendo estabilizar o ambiente regulatório.
Investidores devem monitorar atualizações legislativas e indicadores on-chain, como fluxos de exchanges e endereços ativos. Os dados atuais não sustentam narrativas de colapso quântico iminente, reforçando a resiliência técnica do Bitcoin.
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