A aprovação apertada na Câmara dos Representantes dos EUA, por 217 votos a 214, destravou o impasse orçamentário e encerrou o shutdown parcial do governo iniciado em 31 de janeiro. O Bitcoin, que despencou para uma baixa anual de US$ 73.000, recuperou e agora oscila acima de US$ 75.000. Segundo o Cointrader Monitor, cotado a R$ 397.902,69 (-4,05% em 24h), o movimento reflete como políticas de Washington ditam o ritmo dos ativos de risco globais.
O Impasse Orçamentário e Sua Conexão com Cripto
O governo americano enfrentava um shutdown parcial desde 31 de janeiro, após o Senado aprovar o funding em 30 de janeiro, mas a Câmara atrasar a votação. Autoridades de Washington negociaram intensamente, com o pacote agora a caminho da assinatura do presidente Donald Trump. Essa instabilidade gerou pânico nos mercados, ampliando a queda livre das criptomoedas observada no final de semana.
Ativos como Bitcoin e Ether são sensíveis a eventos macroeconômicos dos EUA, principal economia global. O risco de paralisação governamental eleva a aversão ao risco, levando investidores institucionais a liquidarem posições em classes voláteis. Para o público brasileiro, isso se traduz em oscilações imediatas nas exchanges locais, onde o volume de Bitcoin em reais reflete o humor de Wall Street.
A votação estreita sinaliza divisões políticas persistentes, mas o alívio imediato restaura confiança. Mercados de ações americanos, como Nasdaq (-2%) e S&P 500 (-1,3%), também se recuperaram parcialmente, reforçando a correlação.
Recuperação dos Preços e Dinâmica de Mercado
O Bitcoin tocou US$ 72.800, menor nível desde antes da vitória eleitoral de Trump em novembro de 2024, mas saltou para US$ 74.800 (-4,5% em 24h). Ether caiu 7% para US$ 2.181, enquanto XRP e Solana registraram declínios similares. No Brasil, a cotação em R$ 397.902,69 captura essa volatilidade, com volume de 499 BTC em 24h nas principais exchanges.
Fatores agravantes incluíam vendas por ETFs de Bitcoin e mineradores, além da nomeação de Kevin Warsh como chair do Fed, visto como ‘hawk’ contra inflação. Apesar disso, o fim do shutdown atuou como catalisador para o bounce, com traders no Polymarket apostando 61% de chance de queda a US$ 70.000, mas 18% para US$ 90.000 em fevereiro.
Analistas globais veem esse episódio como lembrete da interdependência: decisões em Capitol Hill reverberam de Nova York a São Paulo.
Implicações Geopolíticas para Investidores
De uma perspectiva internacional, o shutdown destaca como regulações e estabilidade fiscal dos EUA moldam o ecossistema cripto. Países emergentes, incluindo o Brasil, sentem o impacto via fluxos de capital e cotações em reais. A recuperação sugere que, com funding garantido para departamentos chave, o foco volta a negociações sobre Homeland Security nos próximos dias.
Para portfólios diversificados, eventos como esse reforçam a necessidade de hedges contra riscos macro. Criptomoedas, apesar da maturidade, permanecem proxy para apetite por risco global. Investidores latino-americanos monitoram se essa estabilidade pavimenta caminho para novas altas ou se pressões inflacionárias prevalecem.
O episódio conecta geopolítica tradicional ao mundo blockchain: Bitcoin não é mais isolado, mas parte da narrativa financeira mundial.
Próximos Passos no Cenário Americano
Com o governo reaberto, atenção se volta a negociações para o Departamento de Homeland Security. Trump deve assinar em breve, mas divisões partidárias persistem. No cripto, traders vigiam suporte em US$ 70.000-74.000, com potencial para novos recordes se macro melhorar.
Globalmente, isso alivia pressões em stablecoins e DeFi, mas reforça a tese de que Washington dita tendências. Para brasileiros, vale monitorar exchanges locais e diversificação.
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