Uma venda de mais de 80.000 BTC, equivalente a US$ 9 bilhões, facilitada pela Galaxy Digital para um investidor da era Satoshi, reacendeu o debate sobre a ameaça da computação quântica à segurança do Bitcoin. Mike Novogratz, CEO da Galaxy, chama isso de ‘desculpa’ para realização de lucros, mas alerta para a venda por detentores antigos. Sua carteira Bitcoin está pronta para a era quântica?
A Venda Bilionária e Seu Contexto
A transação, uma das maiores da história em valor nocional, foi justificada inicialmente como planejamento patrimonial. No entanto, durante a call de resultados da Galaxy, Novogratz revelou que o receio com computação quântica tem sido usado como pretexto por vendedores. Ele observa uma tendência real de ‘OGs’ — holders originais — realizando lucros, desafiando a filosofia de HODL. ‘Uma vez que começa, vira um ciclo: você vende um pouco mais, e fica difícil segurar’, disse o CEO.
Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin cotava a R$ 400.875,49 às 18h30 de hoje, com variação de -2,73% em 24 horas. Essa volatilidade reforça por que grandes participantes optam por liquidez em momentos de incerteza técnica.
O Que é a Ameaça Quântica ao Bitcoin?
A computação quântica ameaça a criptografia assimétrica usada no Bitcoin, especificamente o algoritmo ECDSA (Elliptic Curve Digital Signature Algorithm) para assinaturas digitais. Computadores quânticos, usando o algoritmo de Shor, podem resolver o problema do logaritmo discreto em curvas elípticas exponencialmente mais rápido que computadores clássicos. Isso permitiria derivar chaves privadas a partir de chaves públicas expostas — como em endereços reutilizados.
Por outro lado, o SHA-256, usado para hashing e Proof-of-Work, é mais resistente, pois algoritmos como Grover oferecem apenas speedup quadrático (não exponencial). Em resumo: o ECDSA é vulnerável via Shor; a fatoração quântica quebra chaves; endereços com histórico exposto ficariam comprometidos se a computação quântica chegar.
Risco Real Hoje ou FUD Tecnológico?
Novogratz minimiza: ‘Quantum será um problema grande para o mundo, mas o Bitcoin se adaptará com código quantum-resistant a tempo’. Desenvolvedores concordam: máquinas capazes de quebrar ECDSA precisam de milhões de qubits estáveis — estamos em centenas hoje, com a supremacia quântica distante por décadas. Ainda assim, instituições como Jefferies cortaram alocação em BTC por esse risco, e Coinbase o reconhece como ameaça de longo prazo.
Ethereum já prioriza segurança pós-quântica com um time dedicado. No Bitcoin, um soft fork para assinaturas como Lamport ou XMSS seria viável, mas requer consenso da rede. Métricas on-chain mostram baixa reutilização de endereços, mitigando exposição imediata.
Implicações para Holders e Próximos Passos
Para usuários comuns, o risco é teórico: use endereços novos por transação (P2WPKH ou Taproot). Baleias com UTXOs antigos devem considerar migração preventiva. A rede Bitcoin, como sistema distribuído, tem histórico de upgrades — de SegWit a Taproot. Monitorar avanços em qubits (Google, IBM) e propostas BIP para cripto pós-quântica é essencial.
Essa venda sinaliza enfraquecimento na convicção HODL entre pioneiros, mas reforça resiliência técnica: o código evolui. Investidores atentos devem priorizar fundamentos sobre narrativas de pânico.
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