Tempestade brutal com raios '8.3B' rachando fortaleza Bitcoin e vazamentos vermelhos, simbolizando expiração de opções e outflows em ETFs

Boleto Cripto: Choques Macro e Expiração de US$ 8,3 bi balançam o mercado

📊 BOLETIM CRIPTO | 30/01/2026 | NOITE

Choques macroeconômicos e a postura agressiva do Federal Reserve (Fed) apagam trilhões de dólares em valor de mercado, contaminando o ecossistema cripto em um movimento de aversão ao risco global. A combinação de um índice de inflação (PPI) acima das expectativas e a expiração massiva de US$ 8,3 bilhões em contratos de opções de Bitcoin atua como uma tempestade perfeita para os investidores. Com a prata registrando quedas históricas e o capital institucional fugindo via outflows recordes em ETFs, o mercado enfrenta um profundo processo de desalavancagem. O viés de baixa forte predomina, elevando a cautela enquanto o setor busca um piso de sustentação em meio a rumores de mudanças drásticas na política monetária dos Estados Unidos.


🔥 Destaque: Expiração de US$ 8,3 bi em Opções de Bitcoin

O mercado de derivativos vive um dia de extrema volatilidade com a expiração de 91 mil contratos de opções de Bitcoin, totalizando um valor nocional de aproximadamente US$ 8,3 bilhões. Este evento, de magnitude incomum para o calendário mensal, coincide com uma retração de 8% no preço do Bitcoin, que testou patamares próximos a US$ 81.300, níveis não vistos por investidores desde abril do ano passado.

A dinâmica de mercado sugere uma pressão acentuada devido ao mecanismo de hedging dos negociadores (dealers). Como o preço spot se distanciou significativamente do max pain de US$ 90.000, os intermediários foram forçados a realizar vendas agressivas no mercado à vista para equilibrar suas posições em contratos que perderam valor. Esse movimento amplifica as quedas geradas por fatores macroeconômicos externos.

Apesar do pessimismo, o encerramento desses contratos pode oferecer uma janela de estabilização. A remoção do enorme interesse aberto (open interest) tende a aliviar a gravidade vendedora que pairava sobre o ativo. Contudo, a superação deste cenário depende diretamente da defesa do suporte psicológico na zona dos US$ 80.000.

Para o investidor brasileiro, o cenário exige vigilância redobrada. Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin está cotado a R$ 443.140,44. Com a variação do dólar, o preço em reais apresenta nuances que exigem uma gestão de risco criteriosa, especialmente para quem opera com alavancagem.


📈 Panorama do Mercado

O sentimento dominante é de viés de baixa forte, impulsionado por uma convergência inédita de fatores de risco. O anúncio de inflação no atacado (PPI) nos EUA em 3% YoY — superando a estimativa de 2,7% — reforçou a narrativa de que o Fed pode manter as taxas de juros elevadas por mais tempo do que o mercado antecipava. Essa perspectiva de “juros altos por mais tempo” drena a liquidez de ativos de risco como as criptomoedas.

Além dos dados oficiais, a especulação de que Kevin Warsh possa assumir a presidência do Fed em maio gerou um pânico sistêmico nas últimas 24 horas. Warsh é conhecido por ser um crítico ferrenho da expansão monetária desenfreada (QE), o que levou os mercados globais a apagarem US$ 6 trilhões em valor em apenas 60 minutos, afetando desde o S&P 500 até o mercado de ativos digitais.


⚠️ Riscos a Monitorar

  • Cascata de Liquidações: O crash na prata gerou chamadas de margem que se propagaram para o cripto, liquidando US$ 770 milhões em posições compradas rapidamente.
  • Capitulação Institucional: Os ETFs de Bitcoin registraram saídas recordes de US$ 818 milhões, lideradas por gigantes como BlackRock e Fidelity, indicando uma pausa no apetite institucional.
  • Pressão Inflacionária: Um PPI quente a 3% sustenta a postura hawkish do Fed, aumentando o custo de oportunidade de manter ativos voláteis sem rendimento fixo.
  • Insegurança em DeFi: A fuga de Andean Medjedovic, acusado de um hack de US$ 65 milhões, reacende o medo de impunidade e vulnerabilidade em protocolos descentralizados.

💡 Oportunidades Identificadas

  • Recuperação Pós-Flush: Historicamente, grandes limpezas de alavancagem como a atual costumam ser seguidas por repiques técnicos de 5% a 15% após a exaustão vendedora.
  • Acumulação de Baleias: Apesar das quedas, grandes endereços continuam em fase de acumulação em níveis de suporte chave, sinalizando confiança no valor de longo prazo.
  • Arbitragem no Dólar: O fortalecimento do índice dólar (DXY) oferece oportunidades em pares de moedas para quem utiliza stablecoins em corretoras globais.

📰 Principais Notícias do Período

1. Expiração de US$ 8,3 bi em opções ameaça Bitcoin
A expiração em massa de 91 mil contratos na Deribit gera um cenário de incerteza técnica, com o mercado monitorando se o suporte de US$ 80 mil resistirá ao hedging agressivo dos operadores.

2. Crash na prata liquida US$ 770 milhões em comprados cripto
A volatilidade extrema nos metais preciosos funcionou como um gatilho para a remoção de alavancagem sistêmica, forçando a liquidação de posições em Bitcoin, Ethereum e Solana.

3. Saídas recordes de US$ 818 milhões em ETFs spot
Pela primeira vez, todos os ETFs de criptoativos nos EUA registraram venda em massa sincronizada. O Bitcoin liderou a debandada institucional, fechando um dia de capitulação clara.

4. PPI dos EUA a 3% derruba cotação do BTC
Dados de inflação acima do esperado sugerem que o Fed pode atrasar cortes de juros. O Bitcoin reagiu imediatamente caindo para a faixa de US$ 82 mil sob o peso macro.

5. Especulação Warsh provoca perda de US$ 6 trilhões
Rumores sobre o provável novo Chair do Fed, com perfil contrário à expansão monetária, geraram pânico nos mercados tradicionais e cripto, elevando o VIX e a aversão global ao risco.

6. Hacker de US$ 65 milhões foge de custódia
Andean Medjedovic, mentor de ataques ao KyberSwap, escapou das autoridades sérvias. Embora os fundos estejam imóveis, a caçada internacional mantém o setor DeFi sob cautela.


🔍 O Que Monitorar

  • Volume de Liquidações: Monitorar picos acima de US$ 1 bilhão/dia pode sinalizar o fundo da atual capitulação.
  • Taxas de Financiamento: Taxas de financiamento (funding rates) negativas no mercado futuro indicariam pessimismo excessivo e potencial para um short squeeze.
  • Índice Dólar (DXY): A permanência do dólar acima de 105 pontos é um fator de pressão contínua para o preço do Bitcoin.
  • Fluxos dos ETFs: A interrupção dos resgates (outflows) é essencial para o retorno da confiança no curto prazo.

🔮 Perspectiva

Nas próximas 24 a 48 horas, o viés de baixa deve permanecer dominante enquanto o mercado absorve o impacto da expiração das opções e digere as sinalizações do Fed. A volatilidade continuará elevada, com o Bitcoin tentando consolidar uma base acima dos US$ 80.000. Caso esse suporte seja rompido, patamares na região de US$ 75 mil podem entrar no radar. O cenário de incerteza macro exige que investidores evitem alavancagem excessiva e foquem em ativos com fundamentos sólidos. A estabilização das commodities e o comportamento do setor institucional nos ETFs serão os principais termômetros para indicar se o pior da tempestade já passou.


⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.

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