A Metaplanet, conhecida como a MicroStrategy da Ásia, aprovou uma emissão de ações e warrants para captar até US$ 137 milhões (¥21 bilhões), destinados principalmente à compra de Bitcoin. Apesar da queda de 3,5% nas ações por temores de diluição, a estratégia reforça o compromisso de longo prazo com o BTC como reserva de valor, ignorando volatilidades de curto prazo. O pagamento está marcado para 13 de fevereiro.
Detalhes da Nova Captação
A operação envolve alocação a terceiros de novas ações e os 25º Direitos de Aquisição de Ações da empresa, uma estrutura comum para levantar capital minimizando impactos imediatos. O CEO Simon Gerovich confirmou que os recursos serão usados prioritariamente para aquisições de Bitcoin, com uma porção menor para redução de dívidas. De acordo com a anúncio oficial, cerca de ¥14 bilhões (US$ 115 milhões) vão para compras de BTC entre fevereiro de 2026 e 2027, ¥1,56 bilhão para estratégias de renda relacionadas ao ativo e ¥5,19 bilhões para quitar créditos existentes.
Os warrants exercíveis acima de ¥547 permitem captar mais em valorizações futuras, protegendo acionistas de diluição excessiva. Cantor Fitzgerald intermediou a colocação com investidores institucionais offshore, como Anson Opportunities e Alyeska Master Fund, sem compromissos de longo prazo, mas com lock-up de 30 dias.
Holdings Atuais e Desempenho
Desde o pivô para tesouraria Bitcoin em abril de 2024, a Metaplanet acumulou 35.102 BTC, com custo médio de US$ 107.600 por unidade e base total de US$ 3,77 bilhões. Com o BTC negociado abaixo desse patamar, há perda não realizada de mais de US$ 695 milhões, mas a gestão prioriza escala sobre trades táticos. Em 2025, os holdings saltaram de 1.762 para 35.102 BTC, gerando 568% de yield em BTC.
Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin está a R$ 431.784 nesta sexta-feira (variação -5,59% em 24h), equivalente a cerca de US$ 83.300 pelo dólar a R$ 5,19. Essa nova injeção pode adicionar 1.500 a 1.600 BTC, reduzindo o custo médio e elevando BTC por ação.
Paralelos com a MicroStrategy
Assim como a MicroStrategy de Michael Saylor, a Metaplanet usa emissões de equity para acumular Bitcoin, transformando o balanço patrimonial em hedge contra a desvalorização do iene. Ambas apostam no BTC como ativo superior ao fiat em horizontes longos, tolerando drawdowns para capturar upside. As ações da Metaplanet subiram 25% no ano até agora em 2026 e mais de 80% desde novembro de 2025, apesar da recente correção de 56% nos últimos seis meses e queda atual por diluição.
Essa abordagem de alta reforça a adoção institucional na Ásia, onde o iene fraco impulsiona tesourarias cripto. Investidores veem potencial em resistências nos US$ 3,80-4,00, com suporte em US$ 2,80.
Perspectivas de Longo Prazo
A estratégia da Metaplanet sinaliza convicção em um ciclo de alta para o Bitcoin, posicionando-a como proxy atrativo para exposição ao ativo sem custódia direta. Ao ignorar ruídos de curto prazo como diluição, a empresa fortalece seu balanço para 2026, potencialmente baixando o custo médio e ampliando retornos para holders pacientes. Vale monitorar o impacto no mNAV (market net asset value) e a execução dos planos ’21 Million’ e ‘555 Million’.
Em um mercado volátil, com BTC em viés de alta estrutural, movimentos como esse aceleram a narrativa de corporações como ‘baleias’ estratégicas.
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