O banco de investimentos Jefferies identificou o CLARITY Act como o ponto de inflexão para a tokenização de ativos digitais, enquanto a Coinbase destacou o momentum global em Davos. Infraestrutura blockchain madura e avanços regulatórios posicionam 2026 como o ano em que ativos do mundo real (RWA) explodirão via blockchain, unindo Wall Street e gigantes de tecnologia em Washington e na Suíça. Isso promete democratizar o acesso a investimentos tradicionalmente restritos.
Visão Técnica da Jefferies sobre o CLARITY Act
Analistas da Jefferies, liderados por Andrew Moss, argumentam que o amadurecimento da infraestrutura blockchain, combinado com progresso regulatório incremental, está preparando o terreno para uma nova onda de tokenização por instituições de finanças tradicionais (TradFi). O CLARITY Act, projeto de lei do Comitê Bancário do Senado lançado em 12 de janeiro de 2026, representa o blueprint mais detalhado para a estrutura de mercado de ativos digitais nos EUA.
Essa lei propõe um framework technology-neutral, harmonizando a supervisão entre agências. Ela classifica ativos, define jurisdições regulatórias, regula atividades de instituições financeiras, supervisiona DeFi, padroniza tokenização e reforça proteções ao consumidor. Um destaque é o fechamento da “stablecoin yield loophole”, banindo recompensas apenas por holding de stablecoins, mas preservando incentivos baseados em transações.
Com aprovação incerta — as odds no Polymarket caíram —, a Jefferies prevê que regras claras acelerem trading, empréstimos e custódia em blockchain, beneficiando tokens de redes com atividade geradora de receita. Iniciativas como as da NYSE, Nasdaq, DTCC e Swift já aceleram esse processo.
Momentum em Davos pela Coinbase
O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, relatou que a tokenização dominou as conversas no Fórum Econômico Mundial em Davos. Iniciada com stablecoins, a tendência agora abrange múltiplas classes de ativos, com empresas Fortune 500 participando ativamente.
Armstrong enfatizou o potencial inclusivo: bilhões de adultos globalmente excluídos de mercados financeiros tradicionais ganharão acesso. Apesar de tensões — como a retirada de suporte da Coinbase à versão senatorial do CLARITY Act por emenda anti-bancos —, diálogos com policymakers em DC e Davos avançam. Bancos veem crypto como prioridade estratégica, e a administração Trump é descrita como a mais proativa em cripto.
O CLARITY Act surge como passo fundacional para os EUA competirem globalmente em stablecoins e tokenização.
Implicações para Ativos Reais Tokenizados (RWA)
A tokenização de ativos do mundo real (RWA) transforma imóveis, títulos e commodities em tokens blockchain, oferecendo liquidez 24/7, frações acessíveis e settlement instantâneo. Para o leitor brasileiro, isso significa potencial exposição a mercados globais sem intermediários caros.
Explicação técnica simples: um ativo real é mapeado 1:1 em um token ERC-20 ou similar, com smart contracts garantindo compliance e transferibilidade. Com CLARITY, bancos entrarão em massa, elevando TVL em protocolos RWA de bilhões para trilhões em 2026.
Riscos incluem volatilidade regulatória e adoção lenta, mas o consenso é otimista: 2026 marca a maturidade técnica do dinheiro programável.
Próximos Passos e Oportunidades
O Comitê de Agricultura do Senado adiou a audiência para quinta-feira devido a uma tempestade. Investidores devem monitorar reconciliação entre os projetos de lei da Câmara e do Senado, além de assinatura presidencial. Plataformas como Coinbase e BlackRock lideram pilots RWA.
Para traders, foque em blockchains como Ethereum e Solana, hubs de tokenização. O futuro técnico do dinheiro está aqui: tokenizado, acessível e regulado.
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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.