Executivos cartoon fechando portas de cofre ETF com siglas BTC/ETH enquanto capital dourado escapa, simbolizando saídas de US$1,7 bi e gap CME

ETFs de Bitcoin Registram Saídas de US$ 1,7 Bi: Gap CME de US$ 2,9 Mil Pressiona

Os ETFs de criptomoedas registraram saídas líquidas de US$ 1,73 bilhão na última semana, o maior volume desde novembro de 2025, segundo relatório da CoinShares. Liderados por produtos de Bitcoin (US$ 1,09 bilhão) e Ethereum (US$ 630 milhões), os fluxos refletem pessimismo macroeconômico nos EUA, com expectativas reduzidas de cortes de juros e queda nos preços. No Brasil, saídas somaram US$ 1,7 milhão, enquanto um gap de US$ 2,9 mil nos futuros da CME adiciona pressão ao BTC, que opera abaixo de US$ 88 mil.


Fluxos de Saída nos ETFs: Dados da CoinShares

Os dados da CoinShares revelam que os produtos de Bitcoin à vista lideraram as retrações com US$ 1,09 bilhão em saídas, revertendo entradas de US$ 2,2 bilhões da semana anterior. Ethereum veio logo atrás, com US$ 630 milhões negativos, e XRP registrou US$ 18,2 milhões em retiradas. Em contrapartida, ETFs de Solana atraíram US$ 17,1 milhões, contrariando a tendência geral de aversão ao risco.

No contexto regional, os EUA concentraram quase todo o volume de saídas (US$ 1,73 bilhão), enquanto Suíça, Alemanha e Canadá viram entradas modestas de US$ 32,5 milhões, US$ 19,1 milhões e US$ 33,5 milhões, respectivamente. No Brasil, os investidores locais retiraram US$ 1,7 milhão, sinalizando alinhamento com o sentimento global de cautela.

Os analistas atribuem o movimento a uma combinação de momentum negativo nos preços e decepção com a não participação dos ativos digitais na desvalorização cambial esperada. Ativos sob gestão totalizam US$ 178 bilhões, mas o fluxo negativo reforça a fragilidade atual do mercado.

Gap nos Futuros CME: Explicação Técnica

O gap de US$ 2,9 mil nos futuros de Bitcoin da CME surgiu após o fechamento de sexta-feira em torno de US$ 89.500, com a reabertura na segunda-feira perto de US$ 86.560. Esse fenômeno ocorre porque os futuros da CME têm horários fixos, enquanto o spot trade continua 24/7, criando discrepâncias nos finais de semana voláteis.

Gaps como esse atuam como ímãs de preço: traders institucionais tendem a preencher essas lacunas, o que pode pressionar o BTC para baixo inicialmente. Historicamente, gaps amplos influenciam movimentos de curto prazo, com o preço testando o nível até o fechamento. Atualmente, o BTC consolida entre US$ 86.000 e US$ 88.000, com liquidações de posições compradas somando US$ 224 milhões nas últimas 24 horas.

Esse desalinhamento destaca a desconexão entre mercados regulados (CME) e spot descentralizado, ampliando a volatilidade em momentos de baixa liquidez.

Tensões Macro e Zonas de Suporte Críticas

A queda do Bitcoin abaixo de US$ 88.000 antecede a decisão do Fed nesta semana, com risco de shutdown governamental nos EUA elevando a incerteza. Traders posicionam-se para resultados de big tech (Microsoft, Meta, Tesla) e comentários de Jerome Powell sobre juros, que podem impactar ativos de risco como o BTC.

Zonas de suporte chave incluem US$ 86.000-US$ 88.000 (atual), com próximo nível em US$ 85.000 e suporte crítico em US$ 80.000. Perda desses níveis pode acelerar liquidações em cascata. Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin cotado a R$ 464.319 (+0,67% em 24h), reflete resiliência relativa no mercado brasileiro apesar da pressão global.

Para evitar liquidações, monitore volume on-chain e open interest em derivativos. Baleias parecem acumular em dips, mas o risco macro prevalece.


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