Torres de mineração digital congeladas por nevasca intensa com cristal '60%' rachado, ilustrando queda no hashrate do Bitcoin por tempestade nos EUA

Tempestade de Inverno nos EUA Reduz Hashrate do Bitcoin em 60%

A tempestade de inverno Fern nos EUA provocou uma queda de cerca de 60% no hashrate da Foundry USA, maior pool de mineração do país, desde a última sexta-feira (24/01/2026). Mineradores reduziram operações para aliviar o estresse nas redes elétricas, afetando 200 EH/s da força computacional global do Bitcoin. Isso elevou o tempo médio de produção de blocos para 12 minutos, acima do ideal de 10 minutos. O fenômeno destaca a dependência física da rede Bitcoin de infraestrutura elétrica vulnerável ao clima.


Por Que o Clima Afeta o Hashrate do Bitcoin?

O hashrate representa a potência computacional total dedicada à mineração de Bitcoin, medida em exahashes por segundo (EH/s). Mineradores usam máquinas especializadas chamadas ASICs para resolver problemas matemáticos complexos, garantindo a segurança da rede via proof-of-work. Esses equipamentos consomem eletricidade intensiva, equivalente a cidades inteiras.

Durante a nevasca Fern, que se estende por 1.800 milhas pelo Sudeste, Nordeste e Meio-Oeste americano, nevascas, gelo e temperaturas abaixo de zero causaram apagões para mais de 1 milhão de residentes. Operadoras de rede elétrica impuseram curtailments, forçando mineradores a desligarem rigs para priorizar residências e evitar danos à infraestrutura. A Foundry USA caiu de 328 EH/s para 139 EH/s, mantendo ainda 23% do hashrate global.

Outros pools como Luxor (de 45 para 26 EH/s) e Antpool também registraram quedas, conforme dados de plataformas como Hashrate Index e Mempool.

Impactos na Rede Bitcoin e Ajuste Automático

A redução no hashrate global desacelerou a produção de blocos, com médias de 12 minutos observadas. O protocolo Bitcoin ajusta a difficulty (dificuldade de mineração) a cada 2.016 blocos, cerca de duas semanas, para manter o ritmo de 10 minutos. Analistas preveem uma queda de 16% na próxima recalibração.

Apesar da volatilidade temporária, a rede permanece segura graças à sua distribuição global. Países como China (proibida), Rússia e Cazaquistão compensam parcialmente, mas os EUA concentram cerca de 40% do hashrate mundial, tornando-os vulneráveis a eventos locais como furacões ou nevascas.

Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin opera a R$ 463.814,97 (+0,56% em 24h), sem impacto imediato no preço, que depende mais de fatores macroeconômicos.

Mineradores como Aliados das Redes Elétricas

Essa interrupção ilustra o papel dos mineradores como carga flexível. Eles participam de programas de demand-response, desligando operações em picos de demanda para estabilizar grids. Em Texas, eventos semelhantes já reduziram hashrate em 25% em 2024. Quando a demanda é baixa, mineradores absorvem excesso de energia, evitando desperdícios.

Especialistas como Fakhul Miah, da GoMining, destacam que flutuações por clima, manutenção ou preços de energia são normais e absorvidas pelo mecanismo de ajuste de dificuldade. Callan Sarre, da Threshold Labs, reforça: "É parte do modelo de negócios, com receitas extras de demand-response."

Para investidores brasileiros, isso reforça a resiliência da rede Bitcoin, mas alerta para riscos centralizados em regiões propensas a desastres naturais.


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