O Bitcoin caiu abaixo de US$ 90 mil nesta semana, alinhando-se à tese macro de um estrategista da Bloomberg que declarou o “fim do trade de Bitcoin” para 2026. Saídas de US$ 500 milhões em ETFs spot nos EUA e liquidações de US$ 700 milhões em derivativos intensificam a pressão vendedora. Analistas preveem risco de quebra de suporte em US$ 83 mil no fechamento mensal, dependendo do desempenho da próxima semana. Dados on-chain e técnicos reforçam cautela no curto prazo.
Tese Macro da Bloomberg e Fluxos Institucionais
Um estrategista da Bloomberg afirmou que o trade de Bitcoin acabou, citando migração de capital para ativos tradicionais como ouro e prata em meio a juros elevados e aversão ao risco. O “fim do trade” refere-se ao esgotamento do momentum especulativo que impulsionou o BTC de US$ 60 mil para picos acima de US$ 100 mil em 2025, agora revertido por 28% desde outubro.
Nos últimos sete dias, ETFs spot registraram saídas líquidas de US$ 500 milhões, enquanto posições long em futuros sofreram liquidações de US$ 700 milhões. Para o mercado brasileiro, isso se traduz em maior volatilidade no preço em reais, com spreads ampliados em exchanges locais. O BTC negocia próximo de US$ 89.500, testando suporte em US$ 88.000.
Quatro Indicadores Técnicos Bearish Persistem
Quatro indicadores técnicos confirmam pressão de venda elevada no Bitcoin. No gráfico diário, o RSI (14 períodos) está em 41, abaixo da zona neutra, sinalizando momentum fraco. O MACD permanece negativo, com histograma em desaceleração, mas sem cruzamento altista.
As médias móveis reforçam o viés: preço abaixo da MM50 (US$ 94.200) e MM200 (US$ 97.800). Além disso, o hashrate da rede caiu 2,1% na semana, com dificuldade em 146,4 trilhões após ajuste negativo. Métricas on-chain indicam ciclo de lucro negativo, associado historicamente a ajustes prolongados. Esses sinais sugerem consolidação ou quedas adicionais se suportes falharem.
Cenários para o Fechamento Mensal
O fechamento mensal do Bitcoin apresenta três cenários prováveis. No mais otimista, alta final para US$ 90-92 mil, seguida de recuo a US$ 83.800. Cenário intermediário: fechamento em US$ 89 mil, caça a liquidez em US$ 91-92 mil antes de baixa. O pior caso, “violentamente baixista”, é rompimento abaixo de US$ 87.664, acelerando para suportes inferiores.
Analistas favorecem os dois primeiros, dado o sentimento de baixa excessivo. Perda de US$ 83.800 alteraria o outlook para posições long. Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin vale R$ 473.414,85 (variação -0,22% em 24h), refletindo pressão global.
Implicações e Recomendações Práticas
Para investidores brasileiros, o cenário exige gestão rigorosa de risco: reduzir alavancagem, monitorar fluxos de ETFs e suportes chave como US$ 88 mil e US$ 83 mil. O dólar a R$ 5,29 amplifica impactos em reais. Embora haja acumulação em zonas baixas por holders de longo prazo, o macro (juros Fed, regulação) domina. Vale observar o fechamento mensal para definir exposição em fevereiro.
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