Mais uma gigante de Wall Street entra no jogo do acúmulo infinito de Bitcoin: a Strive Asset Management ($ASST) anunciou planos para captar até US$ 150 milhões (cerca de R$ 798 milhões) via oferta follow-on de ações preferenciais SATA. Os recursos financiarão a compra adicional de Bitcoin, aposentadoria de dívidas conversíveis e fortalecimento do balanço patrimonial, em uma jogada que ecoa a estratégia visionária de Michael Saylor na MicroStrategy. Isso sinaliza a maturidade crescente da adoção corporativa do BTC como reserva de valor.
Detalhes da Oferta e Alocação dos Fundos
A Strive pretende emitir sua Variable Rate Series A Perpetual Preferred Stock (SATA), registrada sob a Securities Act de 1933. Os proceeds, somados a caixa disponível e possível término de derivativos ligados a dívidas, serão direcionados principalmente para resgatar ou recomprar as Notas Senior Conversíveis de 4,25% com vencimento em 2030, emitidas por sua subsidiária Semler Scientific e garantidas pela Strive.
Além disso, parte dos recursos quitará empréstimos junto à Coinbase Credit Inc. e suprirá necessidades corporativas gerais. A empresa também negocia trocas de notas por ações SATA com alguns credores, otimizando sua estrutura de capital para priorizar o Bitcoin. Barclays e Cantor atuam como bookrunners, com Clear Street como co-manager, garantindo execução profissional da operação.
Estrutura das Ações SATA: Sinal de Maturidade
As ações SATA representam um instrumento financeiro sofisticado, com valor nominal de US$ 100 por ação e dividendos variáveis cumulativos a 12,25% ao ano, pagos mensalmente. Em caso de atraso, os juros compostos podem subir até 20%, incentivando disciplina financeira. A Strive pode resgatar as ações a US$ 110 (ou mais), com preferência de liquidação ajustada diariamente ao maior valor entre nominal, fechamento anterior ou média de 10 dias.
Essa estrutura permite que a empresa gerencie o preço das ações na faixa de US$ 95 a US$ 105, evitando diluição excessiva e atraindo investidores institucionais em busca de yield atrativo lastreado em uma tesouraria forte em BTC. É um passo maduro, longe das emissões ATM tradicionais, capitalizando condições de mercado favoráveis após o SATA atingir US$ 100.
Seguindo o Modelo MicroStrategy: Tesouraria em BTC
A estratégia da Strive é uma clara ‘MicroStrategyzação’ das empresas de capital aberto. Assim como Michael Saylor transformou a MSTR em proxy de Bitcoin, a Strive usa dívida e equity para acumular BTC, aposentando passivos de menor rendimento. Isso fortalece o balanço em um ativo de alta convexidade, protegendo contra inflação fiduciária e capturando upside de longo prazo.
Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin negocia a R$ 476.797,68 (variação -0,17% em 24h), com volume de 250 BTC nas exchanges brasileiras. Apesar da volatilidade recente, a pressão compradora institucional como essa reforça a narrativa de alta: corporações veem BTC como o ativo soberano do século XXI.
Implicações para o Mercado Cripto
Essa movimentação demonstra que a adoção institucional não arrefeceu. Ao limpar dívidas legadas e alocar em Bitcoin, a Strive envia um sinal poderoso: empresas maduras apostam no hodl perpétuo, independentemente de ciclos de curto prazo. Investidores devem monitorar o sucesso da oferta, pois pode inspirar mais ‘Saylor clones’, ampliando a demanda orgânica por BTC.
Para brasileiros, isso equivale a uma potencial injeção de ~1.667 BTC no mercado (US$ 150 milhões / ~US$ 90 mil/BTC estimado), reforçando a liquidez global e beneficiando holders locais via apreciação.
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