Executivo tech e representante governamental cartoon apertando mãos sobre pergaminho CLARITY, simbolizando negociações para lei de regulação cripto

Armstrong Nega Crise com Casa Branca e Busca Salvar Lei CLARITY Act

O CEO da Coinbase, Brian Armstrong, negou categoricamente rumores de que a Casa Branca ameaçou retirar apoio ao CLARITY Act, projeto de lei para estruturar o mercado cripto nos EUA. Em post nas redes sociais, ele afirmou que o governo Trump tem sido “super construtivo” e pediu negociações com bancos, especialmente community banks. O ‘racha’ pode ter sido apenas pressão de bastidores para avançar o diálogo. O fim da novela?


Origem dos Rumores e Retirada da Coinbase

Na semana passada, a Coinbase retirou seu apoio ao projeto, citando preocupações com proibições a yields de stablecoins, restrições ao DeFi e banimento de ações tokenizadas. A decisão gerou caos no setor, levando o Senado a cancelar uma audiência de markup prevista para quinta-feira. Rumores explodiram após jornalista Eleanor Terrett relatar que a Casa Branca considerava abandonar o bill se a exchange não voltasse à mesa com acordo sobre yields.

Essa tensão reflete o embate geopolítico entre inovação cripto e interesses bancários tradicionais nos EUA, com o governo Trump posicionado como pró-cripto, mas sensível a pressões do lobby financeiro. A American Bankers Association alertou para risco de fuga de US$ 6,6 trilhões em depósitos bancários para stablecoins com rendimento.

Resposta de Armstrong: Diplomacia em Ação

Armstrong rebateu as especulações, destacando que a Casa Branca solicitou explicitamente um acordo com bancos. “Estamos trabalhando nisso”, disse ele, prometendo “boas ideias” para beneficiar community banks, frequentemente excluídos de debates sobre ativos digitais. Essa diplomacia corporativa da Coinbase visa resgatar o bill, evitando que ele se torne “catastrófico” para consumidores e inovação.

O tom conciliador contrasta com a fúria inicial atribuída ao governo, que teria chamado a manobra da Coinbase de rug pull. No contexto global, essa negociação pode definir o equilíbrio regulatório entre EUA e rivais como UE e Ásia, onde clareza legislativa atrai investimentos.

Negociações com Bancos e Foco em Community Banks

A Coinbase cozinha um compromisso com bancos, priorizando community banks para mitigar perdas de depósitos. O impasse gira em torno de stablecoins com yield, vistas como ameaça aos bancos locais. Analistas apontam que um acordo equilibrado poderia destravar o markup em poucas semanas, restaurando momentum pró-cripto no Congresso.

Geopoliticamente, o CLARITY Act reforçaria a liderança americana em cripto, contrapondo-se à MiCA europeia. Para o Brasil e América Latina, um marco regulatório claro nos EUA sinaliza estabilidade global, beneficiando exchanges locais e adoção institucional.

Implicações e Próximos Passos

O setor cripto permanece dividido: alguns veem o bill como avanço apesar de falhas; outros, como retrocesso à inovação. Armstrong espera novo markup em breve, monitorando CFTC vs. SEC. Investidores globais devem acompanhar, pois o desfecho influencia mercados emergentes.

Vale monitorar se o compromisso atende DeFi e yields sem sacrificar bancos. Os dados sugerem que a pressão de bastidores acelerou o diálogo, provando maturidade do lobby cripto em Washington.


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