Computadores quânticos podem quebrar o Bitcoin? A startup Project Eleven respondeu com ação: captou US$ 20 milhões em uma rodada que valoriza a empresa em US$ 120 milhões. O foco é proteger os US$ 718 bilhões em Bitcoin expostos à ameaça do ‘Q-Day‘, quando a criptografia atual pode ser comprometida. Backers incluem Variant Fund e Quantonation, sinalizando a urgência desse risco existencial para as criptomoedas. A corrida para blindar carteiras já começou, conforme reportado pela U.Today.
O Que é o ‘Q-Day’ e a Ameaça Quântica
O ‘Q-Day‘ refere-se ao momento hipotético em que computadores quânticos poderosos quebrarão a criptografia que protege a internet e sistemas financeiros, incluindo o Bitcoin. O Bitcoin e a maioria das blockchains dependem da Elliptic Curve Cryptography (ECC) para gerar chaves públicas e privadas. Um quantum computer rodando o Algoritmo de Shor poderia inverter esse processo, expondo chaves privadas a partir de chaves públicas reveladas.
Isso permitiria que atacantes esvaziassem carteiras onde a chave pública foi exposta em transações passadas. De acordo com estimativas da Project Eleven, cerca de US$ 718 bilhões em Bitcoin estão em wallets vulneráveis exatamente por esse motivo. Para contextualizar, segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin negocia a R$ 520.876,59 nesta quarta-feira (14/01), equivalendo a um valor aproximado de US$ 94.000 por unidade.
A ameaça não é nova — medos quânticos datam de 2011 —, mas avança com o progresso em hardware quântico. Agências governamentais e criptógrafos monitoram de perto, preparando migrações para algoritmos resistentes.
A Solução da Project Eleven: Yellowpages
A Project Eleven desenvolve infraestrutura post-quantum para blockchains existentes. Seu produto principal, o ‘Yellowpages‘, atua como um registro criptográfico. Usuários assinam uma mensagem provando ownership de um endereço Bitcoin vulnerável e o vinculam a uma identidade quantum-secure.
Isso cria um ‘fallback‘ de propriedade, permitindo recuperação de fundos caso a rede principal seja comprometida por um ataque quântico. A abordagem é proativa: não altera o protocolo Bitcoin, mas oferece uma camada de proteção para holders atuais. Financiada por VCs crypto-nativos como Variant e fundos quânticos como Quantonation, desde a seed de junho de 2025, a startup acelera o desenvolvimento.
Essa inovação é crucial porque upgrades no Bitcoin exigem consenso comunitário, que pode demorar anos. Soluções como Yellowpages preenchem a lacuna imediatamente.
A Ameaça é Real ou Exagerada?
Embora o consenso atual entre criptógrafos e analistas seja de que o ‘Q-Day‘ não ocorrerá em breve — possivelmente não neste ano —, vozes influentes alertam. Vitalik Buterin, criador do Ethereum, recentemente estimou que a Elliptic Curve Cryptography pode ser comprometida antes de 2028. Isso impulsiona a transição para criptografia pós-quântica no ecossistema Ethereum também.
Para o Bitcoin, a vulnerabilidade afeta principalmente endereços P2PKH antigos, onde chaves públicas estão expostas. Endereços modernos (P2WPKH, Taproot) ocultam chaves públicas até o gasto, reduzindo riscos. Ainda assim, bilhões em valor histórico demandam ação urgente.
Esforços preventivos incluem propostas como BIP para signatures pós-quânticas e pesquisas em NIST para padrões quântico-resistentes.
Implicações para Investidores Brasileiros
No Brasil, onde o Bitcoin é negociado acima de R$ 520 mil, holders devem monitorar desenvolvimentos quânticos. Ferramentas como Yellowpages podem ser acessíveis via wallets compatíveis. A longo prazo, a adoção de padrões pós-quânticos fortalecerá a resiliência do BTC como reserva de valor. Fique atento: a interseção de quantum computing e cripto redefine a segurança digital.
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