O Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) abriu uma investigação criminal contra Jerome Powell, chair do Federal Reserve, por supostas irregularidades em renovações de prédios custando mais de US$ 2,5 bilhões. Powell classificou a ação como politicamente motivada, em meio a pressões do presidente Trump por cortes agressivos de juros. O Bitcoin reagiu com vigor, rompendo US$ 94.000 em alta de 3% nas últimas 24 horas, enquanto ações despencam e ouro atinge recordes — sinalizando um ‘prêmio de risco’ para o ativo não-soberano.
O Choque da Subpoena do DOJ
A investigação ganhou tração após Powell revelar, em post nas redes sociais, que o DOJ emitiu subpoenas a um grande júri contra o Fed, ligadas a seu testemunho congressional de junho de 2025 sobre as renovações. O chair argumentou que a probe reflete a frustração da administração Trump com a relutância do banco central em afrouxar a política monetária de forma mais agressiva, priorizando dados econômicos sobre demandas políticas.
Trump tem criticado publicamente Powell, chamando por sua remoção e maior alinhamento com metas de crescimento. Mercados tradicionais sentiram o impacto: futuros de ações deslizaram, enquanto investidores rotacionaram para ativos de refúgio como ouro e prata, que bateram máximas históricas. O Bitcoin, nesse contexto, emerge como hedge alternativo contra incertezas institucionais.
Independência do Fed: Um Mito Desmascarado
Analistas como Rob Arnott, da Bloomberg, e Erik Voorhees, da ShapeShift, questionam a narrativa de independência do Fed. Arnott afirma que os governadores são nomeados pelo presidente em rodízio, garantindo ‘tomada lenta’ alinhada ao Executivo. Voorhees vai além: o Fed seria ‘tentáculo’ do establishment bancário, criado em 1913 como criatura do Congresso em conluio com o Money Trust de Wall Street.
Estudos corroboram: um paper de 2020 posiciona os EUA no quartil inferior global de independência bancária central. Historicamente, o Fed monetizou dívidas em guerras e crises, operando como extensão do Tesouro. A atual disputa expõe fissuras no status quo fiduciário, beneficiando narrativas descentralizadas.
Bitcoin e o Prêmio de Risco Macroeconômico
Com capitalização em US$ 1,88 trilhão e suprimento circulante de 19,97 milhões de BTC, o preço saltou para US$ 94.435, volume de US$ 52 bilhões em 24h. No Brasil, Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin negocia a R$ 510.132, com alta de 3,11% e volume de 320 BTC.
Essa dinâmica cria um ‘prêmio de risco’ para o BTC: em cenários de instabilidade soberana, investidores buscam ativos imunes a manipulações políticas. A rotação de risco fiat para blockchain reforça o BTC como reserva de valor global, especialmente com resistências técnicas em US$ 94k agora testadas como suporte.
Implicações Geopolíticas Globais
O embate Trump-Fed sinaliza erosão da credibilidade institucional americana, ecoando em emergentes como o Brasil, onde inflação e câmbio amplificam apelo do BTC. Investidores devem monitorar volatilidade macro, expectativas de juros e rotações setoriais. Uma falha em sustentar US$ 94k pode revisitar a faixa US$ 84k-94k, mas o momentum bullish sugere upside para US$ 98k-103k se o drama persistir.
Em um mundo de moedas fiduciárias sob pressão, o Bitcoin consolida-se como antídoto soberano, impulsionado por falhas sistêmicas nos EUA.
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