A torneira institucional abriu: os ETFs spot de Bitcoin nos EUA atraíram US$ 753,7 milhões em entradas líquidas na terça-feira (13 de janeiro), o maior volume diário em três meses, desde 7 de outubro. Após semanas de saídas recordes reportadas em 11 e 12 de janeiro, o fluxo marca uma reversão clara de sentimento, impulsionada por dados de CPI estáveis e rebalanceamento pós-ano novo. Fidelity liderou com US$ 351 milhões.
Detalhes dos Inflows Recordes
Os dados da SoSoValue, compilados pela CoinDesk, mostram que o total de US$ 753,7 milhões representa o influxo mais forte desde outubro. Esse movimento sinaliza o retorno do apetite institucional por ativos de risco, após um fim de 2025 marcado por vendas tributárias e posicionamento defensivo.
No Brasil, o Bitcoin negocia a R$ 508.895, segundo o Cointrader Monitor, com alta de 2,93% em 24 horas e volume de 319 BTC. A valorização global de cerca de 3% levou o BTC a US$ 95 mil, refletindo o impacto direto dos fluxos nos ETFs.
Os ETFs de ether também captaram US$ 130 milhões, ampliando a recuperação para além do Bitcoin em um mercado que ganha tração.
Líderes do Fluxo: Fidelity, Bitwise e BlackRock
A Fidelity FBTC despontou como líder absoluto, atraindo US$ 351,3 milhões, seguida por Bitwise BITB com US$ 159,4 milhões e BlackRock IBIT com US$ 126,2 milhões. Outros produtos como ARKB, Grayscale Bitcoin Mini ETF, VanEck HODL e WisdomTree BTCW também registraram entradas positivas.
Esses números destacam a concentração em emissores de peso, cujos produtos respondem por grande parte dos ativos sob gestão em ETFs de Bitcoin. O volume spot saltou 60% para US$ 68 bilhões, com open interest crescendo 6% para US$ 64 bilhões, indicando novas posições no mercado.
Analistas veem nisso uma rotação de capital de volta aos criptoativos, reduzindo a pressão vendedora de futures, que caiu de -US$ 489 milhões para -US$ 51 milhões em net taker volume, conforme CryptoQuant.
Contexto Macro: CPI e Rebalanceamento
O turnaround coincide com dados de consumer price index (CPI) dos EUA mostrando inflação em queda, reforçando apostas em cortes de juros pelo Fed ao longo de 2026. Esse cenário macro favorece ativos de risco como o Bitcoin, que subiu 3% para perto de US$ 94.600-US$ 95.000 nas últimas 24 horas.
Após rebalanceamento de portfólios no fim de ano, investidores institucionais parecem estar recomprando, revertendo as saídas recentes. O rally também impulsionou altcoins, com Ether avançando mais de 6% para US$ 3.320.
No agregado, os inflows reduzem a oferta disponível em exchanges, sustentando preços em correções e sinalizando confiança renovada no BTC como reserva de valor.
Implicações e Próximos Passos
Técnica e fundamentalmente, o BTC recuperou médias móveis de 10, 20 e 50 dias, com suporte em US$ 90 mil. Resistência imediata em US$ 96-97 mil abre caminho para US$ 100 mil se mantida a estrutura bullish, conforme análise da Crypto.news.
Para investidores brasileiros, esses fluxos reforçam a maturidade do mercado institucional global, com potencial para mais entradas se o macro continuar favorável. Vale monitorar volumes semanais e decisões do Fed para projeções de médio prazo. O RSI em 65 sugere força sem sobrecompra excessiva.
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