A MicroStrategy, maior detentora corporativa de Bitcoin no mundo, anunciou a compra de 13.627 BTC por cerca de US$ 1,25 bilhão, a um preço médio de US$ 91.519 cada. O movimento, revelado em 12 de janeiro de 2026, eleva o total da tesouraria para 687.410 BTC, adquiridos por US$ 51,8 bilhões a uma média de US$ 75.353. Se os gigantes estão comprando a esse preço no topo, o que eles sabem que você não sabe? Esse é um forte sinal de acumulação infinita institucional.
Detalhes da Maior Compra Recente
A aquisição ocorreu entre 5 e 11 de janeiro, aproveitando a recente volatilidade do mercado cripto. Apesar do Bitcoin oscilar próximo a US$ 92 mil durante as compras, a MicroStrategy não hesitou, comprando acima de sua média histórica. Michael Saylor, cofundador e chairman, confirmou via X (antigo Twitter), destacando a estratégia de HODL inabalável iniciada em 2020.
Essa é a maior compra da empresa desde julho de 2025, consolidando sua posição como líder em adoção corporativa. As holdings atuais valem cerca de US$ 63,28 bilhões, gerando um lucro não realizado de mais de 22%. Em 2025, apesar de um prejuízo não realizado de US$ 17,4 bilhões no Q4 devido a quedas, a empresa manteve a disciplina, sem vendas.
Estratégia de Financiamento e Expansão
A operação foi financiada por meio de um programa de emissão de ações at-the-market (ATM), envolvendo ações MSTR e STRC. Essa tática permite captar recursos diretamente no mercado de capitais, convertendo-os em Bitcoin rapidamente. Saylor ironizou em post: “Nossa posição de US$ 60,25 bilhões em Bitcoin começou com US$ 0,25 bilhão em agosto de 2020”.
Paralelamente, a MicroStrategy expandiu sua reserva em dólares para US$ 2,25 bilhões, criada em dezembro, equilibrando liquidez para dividendos e operações. Desde o início da era Bitcoin Standard (agosto 2020), as ações MSTR renderam 60% anualizados, superando o BTC (45%) e ficando atrás apenas da Nvidia (68%).
Implicações para o Mercado Cripto
Essa movimentação reforça a tese de força institucional. Corporações públicas agora detêm mais de 1,1 milhão de BTC, segundo Bitcoin Treasuries. ETFs de Bitcoin registram influxos recordes, e compras como essa sinalizam confiança de longo prazo, ignorando ruídos de curto prazo. Para investidores brasileiros, é um lembrete: enquanto gigantes acumulam, o varejo pode se beneficiar seguindo a tendência, mas com gerenciamento de risco.
Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin cotava a R$ 494.643,85 às 09:29 de 13/01/2026, com alta de 1,64% em 24h e volume de 222 BTC nas exchanges locais.
O Que Isso Significa para Investidores?
A persistência da MicroStrategy valida Bitcoin como reserva de valor corporativa superior ao ouro ou fiat. Em um ano turbulento como 2025, com quedas acima de 20%, eles não venderam – e agora lucram. Vale monitorar o próximo relatório SEC e influxos em ETFs. Para o brasileiro, com BTC acima de R$ 490 mil, essa confiança institucional sugere potencial de alta sustentada, mas sempre com due diligence.
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