A Coinbase ameaça abandonar o apoio ao CLARITY Act, principal projeto de lei para estruturação do mercado cripto nos EUA, caso o Senado imponha restrições a recompensas em stablecoins além de meras exigências de divulgação. O ponto de discórdia envolve o programa de 3,5% de yield em USDC oferecido pela exchange, que gerou US$ 1,3 bilhão em receita em 2025. Bancos alegam drenagem de depósitos, enquanto o markup da lei ocorre nesta quinta-feira, 15 de janeiro.
O Conflito Central: Recompensas em Stablecoins
O embate regulatório gira em torno das recompensas oferecidas por plataformas como a Coinbase em saldos de USDC, stablecoin emitida pela Circle. A GENIUS Act, aprovada em julho de 2025, proíbe emissores diretos de pagarem juros, mas permite que terceiros compartilhem rendimentos de reservas. Bancos, via American Bankers Association, pressionam para limitar isso a instituições reguladas, argumentando que contas com yield atraem depósitos tradicionais, prejudicando empréstimos comunitários.
Estudo da Cornell University, citado pela Coinbase, indica que yields abaixo de 6% não impactam significativamente a lending bancária. Ainda assim, o Tesouro dos EUA estima risco de US$ 6,6 trilhões migrando para stablecoins, intensificando o lobby contra o modelo.
Impacto no Modelo de Negócios da Coinbase
Para a Coinbase, as recompensas em stablecoins são cruciais, representando US$ 355 milhões só no terceiro trimestre de 2025, além de US$ 247 milhões no quarto. Esse fluxo diversifica receitas em mercados baixos, via compartilhamento de juros das reservas em Treasuries. Sem elas, a exchange perde competitividade ante taxas bancárias e produtos como o digital yuan chinês, que planeja pagar juros.
O Chief Policy Officer Faryar Shirzad defende que isso fortalece a dominância do dólar digital, beneficiando americanos com custos menores. A empresa busca charter de trust nacional, mas resiste a exclusividade bancária.
Lobby Corporativo e Contexto Geopolítico
O lobby cripto contra bancos mobilizou 135 mil e-mails via Stand With Crypto aos senadores. Doações de Brian Armstrong, US$ 1 milhão à posse de Trump, reforçam influência. Grupos anti-DeFi rodam ads na Fox News. Odds de aprovação caíram para 68-70% em Polymarket/Kalshi, ameaçando bipartidarismo.
Globalmente, restrições nos EUA podem ceder terreno à China, onde o e-CNY avança. Cinco firmas cripto, incluindo Circle e Ripple, ganharam aprovações condicionais para bancos de trust, sinalizando compromissos potenciais.
Implicações e Próximos Passos
O markup no Senado Banking Committee nesta quinta define o futuro da lei, vital para clareza regulatória pós-FTX. Sem consenso, passagem pode atrasar para 2027. Para investidores brasileiros, isso impacta adoção global de stablecoins, usadas em remessas e hedge. Monitorar workarounds, como yields via DeFi regulado.
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