O relatório de emprego dos EUA de fevereiro, divulgado na sexta-feira, revelou uma perda de 92 mil vagas — muito abaixo da expectativa de +50 mil — elevando o desemprego para 4,4%. Isso pressionou o Bitcoin de volta aos US$ 68 mil após pico de US$ 74 mil, com queda de 3,4% em 24 horas, conforme a análise de mercado. Paradoxalmente, os dados on-chain mostram saída recorde de 31.900 BTC das exchanges em 4 de março, totalizando cerca de R$ 11 bilhões a valores atuais, sugerindo acumulação institucional para cold storage mesmo na baixa.
Impacto do Payroll: Risk-Off Generalizado
Os dados do Bureau of Labor Statistics surpreenderam negativamente, com perda de 92.000 empregos em fevereiro contra projeção de ganho de 50.000. O desemprego subiu de 4,3% para 4,4%, fortalecendo o dólar em sua maior alta semanal em 12 meses. Isso gerou um movimento de aversão ao risco (risk-off), com o Dow Jones caindo mais de 900 pontos e Nasdaq recuando 1,7%.
No criptomercado, o Bitcoin reverteu de US$ 74.000 para US$ 68.000, com Ethereum (-4,4%), Solana (-4%) e outros ativos seguindo. ETFs de Bitcoin registraram resgates de US$ 348,9 milhões na sexta, o maior em três semanas. O Índice de Medo & Ganância caiu para 12 (medo extremo), refletindo pressão macroeconômica.
Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin cotava a R$ 358.553 às 06:45 de hoje, com variação de -3,7% em 24 horas (dólar a R$ 5,24).
Fluxos On-Chain: Acumulação Apesar da Queda
Em contraste com as vendas superficiais, os fluxos de exchanges revelam net outflow semanal de cerca de 47.700 BTC, com pico de 31.900 BTC saindo em 4 de março — um dos maiores em um ano. Dados da CryptoQuant mostram fluxos negativos consistentes: 2.867 BTC (27/02), 1.205 (28/02), até o pico em 04/03.
Stablecoins ERC20 tiveram inflow de US$ 1,1 bilhão no início de março, seguido de outflow rápido, indicando conversão spot para Bitcoin e retirada imediata para custódia longa. Isso sugere que instituições usaram a baixa para acumular, reduzindo oferta líquida nas exchanges.
Baleias (10-10k BTC) venderam 66% de acumulações recentes na alta, mas varejo (<0,01 BTC) continuou comprando, per Santiment. Inflows de stablecoins semanais subiram 415% para US$ 1,7 bilhão, capital à espera.
Análise Técnica: Suportes e Resistências
No gráfico de 4 horas, o Bitcoin consolida perto de US$ 70.000 após recuperação de US$ 63.000. A média móvel descendente de 200 períodos atua como resistência imediata, com cluster de suporte em US$ 68.000-69.000 (MM50 e MM100).
43% da oferta circulante está underwater, gerando pressão em rallies para breakeven. Historicamente, níveis atuais representam piso, com 99,5% de probabilidade de manutenção acima de US$ 60.000 (Timothy Peterson). Rompimento acima de US$ 73.000-74.000 confirmaria momentum altista; perda de US$ 68.000 pode retestar US$ 65.000-66.000.
Os dados mostram divergência: macro pressiona preço curto prazo, mas fluxos on-chain indicam redução de pressão vendedora de longo prazo.
Níveis a Monitorar
Investidores devem observar: suporte US$ 68 mil (crítico), resistência US$ 74 mil, inflows de stablecoins e netflows de exchanges. Próximas reuniões do Fed e dados de emprego influenciarão risk appetite. Fluxos negativos contínuos reforçam tese de piso institucional em torno de US$ 68.000-70.000.
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