Minerador cartoon despejando moedas BTC em fornalha que forja torres de data centers IA, simbolizando transição estratégica da Bitdeer

Bitdeer Vende 13 Mil BTC por Império de IA

A Bitdeer anunciou a venda total de suas reservas de Bitcoin, liquidados 13.073 BTC, zerando o saldo para financiar a expansão em infraestrutura de inteligência artificial. Liderada por Wu Jihan, a empresa contraiu dívidas de cerca de US$ 13 bilhões em menos de dois anos, apostando na convergência entre mineração e demanda explosiva por poder de processamento. O mercado está construindo uma nova era, onde o setor cripto se funde ao boom da IA.


De Mineradora a Gigante de IA

A Bitdeer, uma das maiores mineradoras listadas globalmente com 63,2 EH/s de hashrate — cerca de 6% da rede Bitcoin —, está pivotando para AI e HPC (High-Performance Computing). Com um pipeline de energia de 3.002 MW, equivalente a 10-30 data centers hyperscale como os da Google ou Microsoft, a companhia usa sua expertise em energia barata para atrair contratos de longo prazo. Projetos chave incluem Rockdale (Texas, 563 MW já operando), Clarington (Ohio, 570 MW para 2027) e Tydal (Noruega, 175 MW com conversão para AI até fim de 2026).

Essa transição reflete uma tendência de alta no ecossistema: mineradoras acumulam ativos “difíceis de replicar” como terra, energia e data centers. Wu Jihan, cofundador da Bitmain, repete sua jogada mestra ao desenvolver chips próprios SEALMINER, com eficiência líder (9,7 J/TH no SEAL03) e margens acima de 40%.

Dívida Estratégica e Aposta de Longo Prazo

Para bancar essa visão, a Bitdeer emitiu múltiplas rodadas de convertible notes: US$ 1,5 bi em 2024, mais US$ 3,6 bi, US$ 4 bi + equity em 2025, e recentemente US$ 3,25 bi com vencimento em 2032. Totalizando mais de US$ 13 bilhões (cerca de R$ 66,7 bilhões pelo câmbio atual), a estrutura prioriza conversão em ações se o preço subir acima de US$ 9,93. Juros médios de 5% geram US$ 65 milhões anuais, rolados por novas emissões — uma aposta confiante no crescimento da receita AI.

Atualmente, AI/HPC representa só 2% da receita (US$ 10 milhões/ano), mas analistas projetam US$ 8,5 bilhões anuais com 200 MW full em GPUs como B200/GB200. A gestão vê potencial para US$ 20 bilhões, triplicando a mineração atual. O saldo zero de BTC libera liquidez para capex, similar a Riot e MARA que vendem para expandir em AI.

Riscos Controlados e Oportunidades no Horizonte

Desafios existem: litígio em Clarington por disputa de terreno ameaça 42% do pipeline, e a rentabilidade da mineração cai (margem Q4 em 4,7% com dificuldade +14,7%). GPU utilization em 41% reflete ramp-up acelerado. Mas o tom é otimista: dívidas escalonadas até 2032 dão tempo para Tydal online em 2026 e Clarington em 2027, quando receitas AI devem decolar.

Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin cotado a R$ 328.411 (variação -5,99% em 24h) reforça o timing da venda — cerca de R$ 4,3 bilhões realizados. Para Bruno Barros, isso sinaliza adoção institucional: mineradoras viram provedoras de infraestrutura essencial, capturando demanda perene de IA independentemente de ciclos cripto.

O Futuro da Bitdeer no Ecossistema Cripto

Wu Jihan não aposta em coin price, mas em “aluguel de eletricidade” — quem quer que vença a corrida da IA, pagará pela energia. Essa neutralidade de risco posiciona a Bitdeer como toll road da computação, ecoando Amazon AWS. Com self-mining sustentando cash flow e AI como multiplicador, os fundamentos se fortalecem para o investidor de longo prazo. Vale monitorar execuções, mas o pivot é um passo de alta para o setor.


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