Balança isométrica com cofre '100%' dourado e abismo vermelho de risco, simbolizando dilema da proposta Aave V4 para governança DeFi

Aave V4: Receita Total para DAO ou Risco Bilionário?

Aave Labs propôs transferir 100% das receitas geradas por seus produtos para a Aave DAO, em troca de um financiamento de cerca de US$ 50 milhões (R$ 261 milhões). Batizado de ‘Aave Will Win Framework’, o plano visa alinhar incentivos para o desenvolvimento da versão 4 do protocolo, mas reacende debates sobre descentralização real versus extração de valor. A proposta, em fase de temperature check desde 12 e 13 de fevereiro, divide a comunidade DeFi.


O Framework ‘Aave Will Win’ Explicado

O framework representa uma reestruturação fundamental na relação entre a Aave Labs e a DAO. Atualmente, receitas de taxas de swap no Aave V3, estimadas em US$ 100 milhões anuais, ficam parcialmente retidas pela Labs. A proposta transfere integralmente esses fluxos — incluindo futuras taxas do V4, Aave App e Aave Card — para a tesouraria da DAO, controlada por holders de tokens AAVE.

Tecnicamente, isso envolve a cessão de propriedade intelectual e direitos sobre frontends e marcas para uma nova fundação DAO. É como migrar de um modelo centralizado de desenvolvimento para um banco de dados distribuído onde os nós (detentores de tokens) capturam o valor gerado. O TVL do Aave, que supera bilhões em múltiplas chains, sustenta essa escala, mas depende de migração suave do V3 para V4.

Mecânica do Financiamento e Transferência

Em troca da receita perpétua, a Labs solicita US$ 25 milhões em stablecoins e 75.000 tokens AAVE (vestidos por dois anos), além de subsídios para lançamentos. Essa estrutura usa vesting para alinhar interesses de longo prazo, evitando dumps imediatos. On-chain, a DAO aprovaria via snapshot ou on-chain vote, atualizando smart contracts para redirecionar fees para um treasury multisig ou Gnosis Safe gerenciado pela comunidade.

A V4 promete consolidação de liquidez e integração de RWAs (ativos do mundo real), como fundos tokenizados da BlackRock vistos em protocolos como Uniswap. Para desenvolvedores, isso significa APIs unificadas e menor fragmentação, elevando eficiência em transações diárias e usuários ativos — métricas chave para sustentabilidade DeFi.

Polêmicas: Descentralização ou ‘Saque’ da Labs?

Marc Zeller, da Aave Chan Initiative, critica o pedido como uma ‘extração de valor’ disfarçada, questionando pagar caro por receitas incertas, como potenciais ETFs de AAVE. Críticos apontam riscos: se V4 falhar em atrair TVL, a DAO perde liquidez sem retorno. Métricas on-chain mostram Aave com alta atividade, mas governança fragmentada pode levar a forks ou migrações, como visto em DAOs passados.

A comunidade debate no temperature check, medindo suporte antes de votação formal. Riscos técnicos incluem auditorias insuficientes no V4 ou exploits em novos RWAs, impactando holders brasileiros expostos via empréstimos colateralizados.

Implicações para V4 e Investidores Brasileiros

Se aprovada, a V4 posiciona Aave como líder em DeFi maduro, com DAO capturando valor real via tesouraria. Para brasileiros, significa yields em dólar mais acessíveis e RWAs como colateral, protegendo contra inflação local. Monitore commits no GitHub da Aave e TVL pós-lançamento para validar fundamentos. A proposta testa se ‘código é lei’ resiste a incentivos financeiros centralizados.


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