A Mesh, rede de infraestrutura para pagamentos cripto, captou US$ 75 milhões (cerca de R$ 388 milhões) em rodada Série C liderada pela Dragonfly Capital, alcançando valuation de US$ 1 bilhão e status de unicórnio. Investidores como Paradigm, Coinbase Ventures e SBI participaram. Parte dos recursos foi liquidada em stablecoins, sinalizando maturidade da infraestrutura para uso real em escala global.
Detalhes da Rodada e Investidores
A captação eleva o funding total da Mesh para mais de US$ 200 milhões desde sua fundação em 2020. A rodada incluiu nomes de peso como Paradigm, Moderne Ventures, Coinbase Ventures, SBI Investment e Liberty City Ventures. Segundo fontes do setor, esse movimento reflete a confiança do capital de risco (VC) em projetos de infraestrutura cripto, mesmo em mercado spot pressionado.
O CEO Bam Azizi destacou a fragmentação atual dos pagamentos cripto, com fricções em experiências de usuário. A Mesh visa unificar wallets, chains e assets, permitindo que consumidores paguem com qualquer cripto e lojistas recebam instantaneamente em stablecoin preferida ou fiat. Essa abordagem asset-agnostic reduz custos e tempos de liquidação em comparação ao TradFi tradicional.
Como a Mesh Facilita Integrações Bancárias
Tecnicamente, a plataforma da Mesh atua como camada de interoperabilidade. Ela conecta exchanges, carteiras e serviços financeiros, alcançando mais de 900 milhões de usuários via parcerias. Para apps bancários, isso significa APIs que integram protocolos cripto sem complexidade exposta ao usuário final.
Exemplo prático: um cliente paga com Bitcoin via app de banco parceiro; o merchant recebe USDC ou reais instantaneamente. Isso elimina barreiras como volatilidade e lentidão de settlements, pavimentando adoção em massa. A recente expansão para Índia, com US$ 125 bilhões em remessas anuais, exemplifica o potencial em mercados emergentes.
Expansão para América Latina e Além
Os recursos impulsionarão crescimento na América Latina, Ásia e Europa. Na região latina, foco em remessas e pagamentos cross-border, onde cripto ganha tração por eficiência. Embora ainda em fase inicial no Brasil, planos indicam entrada via parcerias fintech, aproveitando demanda por soluções rápidas e baratas.
Rob Hadick, da Dragonfly, enfatizou: “pagamentos entram em era onde valor move como software. Mesh esconde complexidade, tornando cripto prática em escala.”
Indicador de Maturidade no Setor
Essa captação alinha-se a onda de investimentos em infra de stablecoins, pós-GENIUS Act nos EUA. Mercado de stablecoins cresceu 51% em 2025, para US$ 308 bilhões. Projetos como Stripe’s Tempo (US$ 500 milhões) e Rain (US$ 250 milhões) mostram VC migrando para pagamentos, não especulação. Para brasileiros, Mesh pode facilitar on-ramps/off-ramps locais, integrando Pix a cripto.
Investidores devem monitorar execução em expansões e adoção real.
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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.