Burocrata cartoon russo processando plataforma de mineração BitRiver com martelo judicial e redes de sanções em stablecoins, ilustrando cerco global

Rússia Processa BitRiver: Cerco Global a Mineradoras e Stablecoins

A autoridade fiscal russa (FNS) protocolou ação de falência contra a subsidiária BitRiver-B, parte do grupo da maior mineradora do país, por dívidas de 3,6 milhões de rublos. Paralelamente, um estudo da TRM Labs revela que 86% das operações ilegais com stablecoins visam contornar sanções internacionais. Esses movimentos sinalizam um cerco global aos operadores corporativos cinzas, sem impacto direto no Bitcoin de investidores individuais.


Processo contra a BitRiver na Rússia

A BitRiver-B, criada em 2020 para um data center de 100 MW na Buriácia, acumula dívidas fiscais que levaram a mais de dez processos de execução, totalizando 1,3 milhão de rublos adicionais. O projeto, apoiado pelo governo regional e pela Corporação de Desenvolvimento do Extremo Oriente, investiu cerca de 1,4 bilhão de rublos, mas enfrentou atrasos crônicos. Inicialmente previsto para 2024, o lançamento foi adiado, com reprofilamento para inteligência artificial em 2025.

Fontes indicam paralisação de operações de mineração, saída de funcionários e ações de credores e empresas energéticas. O fundador Igor Runets enfrenta prisão domiciliar, e o grupo controlado pela Fox (98% da BitRiver) já está em observação judicial por dívidas de US$ 9,2 milhões. Autoridades russas destacam ausência de mineração legal na região, pressionando o setor.

Stablecoins como Ferramenta de Sanções

O relatório da TRM Labs aponta volume mensal de stablecoins superior a US$ 1 trilhão, com US$ 141 bilhões direcionados a carteiras ilícitas — recorde em cinco anos. Desses, 86% relacionam-se a evasão de sanções, envolvendo lavagem de dinheiro via exchanges sancionadas como Garantex e Grinex, ligadas a redes no Quirguistão, China, Irã e Venezuela.

Stablecoins dominam em crimes como tráfico de bens ilegais e humanos, atuando em etapas de lavagem após uso inicial de Bitcoin em ransomware. Plataformas de escrow como Zedcex e Zedxion, sancionadas pelo OFAC em janeiro de 2026, processam 99% em stablecoins, com 83% em USDT. O token A7A5, atrelado ao rublo, responde por US$ 72 bilhões em fluxos sancionados.

Impacto na Hash Rate Russa e Consolidação

O processo contra a BitRiver pode acelerar a migração de equipamentos para outros data centers russos ou estrangeiros, segundo o deputado Sergei Altukhov. Isso ameaça reduzir a hash rate russa, que representa parcela significativa da rede Bitcoin global, forçando consolidação: pequenos operadores serão absorvidos ou sairão do mercado. Apesar de interesses estratégicos estatais em mineração, dívidas fiscais e energéticas apertam o cerco.

No contexto global, regulações contra evasão de sanções via stablecoins pressionam ecossistemas corporativos, enquanto governos como Rússia e EUA intensificam fiscalização. Investidores individuais permanecem protegidos, mas o setor de mineração enfrenta reestruturação.

Implicações Geopolíticas para o Ecossistema Cripto

Esses eventos exemplificam como cripto se insere em disputas internacionais: Rússia usa mineração como ativo estratégico pós-sanções ocidentais, mas dívidas fiscais internas corroem sua posição. Globalmente, stablecoins emergem como vetores de poder financeiro, atraindo escrutínio de órgãos como OFAC. Para brasileiros, o alerta é monitorar como regulações em Moscou e Washington reverberam em mercados emergentes, moldando liquidez e conformidade corporativa sem afetar holdings pessoais de Bitcoin.


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Hacker cartoon abrindo cofre cripto com stablecoins russas fugindo enquanto agentes federais investigam, representando crime recorde de US$158B

Crime Cripto Recorde de US$158B e Vazamentos Massivos Dominam o Dia

📊 BOLETIM CRIPTO | 28 de Janeiro de 2026 | NOITE

O crime cripto atinge patamar histórico em 2025, elevando drasticamente a percepção de risco sistêmico em todo o mercado de ativos digitais. O relatório da TRM Labs expõe números preocupantes sobre lavagem de capitais no ecossistema, com a stablecoin russa A7A5 movimentando sozinha US$ 72 bilhões, representando 77% de todo o volume ilícito em stablecoins. Paralelamente, vazamentos massivos de dados, como o do coletivo ShinyHunters, expõem milhões de usuários a riscos sofisticados de phishing direcionado, elevando a vulnerabilidade percebida do investidor médio. A Casa Branca atua em múltiplas frentes simultâneas — investigando supostas reservas de Bitcoin mantidas pela Venezuela e medianto conflitos acalorados entre instituições bancárias tradicionais e a indústria crypto sobre a oferta de rendimentos em stablecoins. O único ponto de luz em um cenário predominantemente negativo vem das plataformas reguladas como a Binance e a Coinbase, que continuam expandindo sua oferta de produtos institucionais e fortalecendo a infraestrutura do mercado. O viés de baixa moderado prevalece no curto prazo, sustentado pelo acúmulo de FUD relacionado à segurança dos ativos digitais e às persistentes incertezas regulatórias em jurisdições-chave.


🔥 Destaque: Crime Cripto Bate Recorde de US$158 Bilhões em 2025

O relatório da TRM Labs revelou números alarmantes sobre a atividade ilícita no ecossistema cripto. Em 2025, o crime movimentou US$ 158 bilhões, um salto de 145% em relação ao ano anterior. O dado mais preocupante é a especialização de atores sancionados: a stablecoin russa A7A5, atrelada ao rublo, tornou-se o principal vetor de evasão de sanções, processando sozinha US$ 72 bilhões.

Este fenômeno sinaliza uma mudança estratégica sofisticada. Atores estatais estão abandonando stablecoins globais como USDT em favor de infraestrutura própria, projetada especificamente para contornar restrições financeiras. A TRM Labs documentou que 95% dos fluxos para entidades sancionadas ocorreram via stablecoins, com migração evidente de exchanges centralizadas com KYC — que viram queda de 30% nesses fluxos — para serviços descentralizados sem padrões de compliance, onde o volume ilícito disparou 200%.

A implicação é dupla. Por um lado, a fragmentação da liquidez ilícita dificulta o rastreamento por autoridades. Por outro, fornece munição poderosa ao lobby bancário e reguladores que argumentam que stablecoins representam risco sistêmico. É muito provável que este cenário acelere propostas de licenciamento estrito e requisitos de reserva mais rigorosos em jurisdições-chave como Estados Unidos e União Europeia, potencialmente afetando toda a indústria de ativos digitais.

O sucesso da A7A5 pode incentivar outras nações sancionadas — Irã, Coreia do Norte e Venezuela — a desenvolverem stablecoins similares, criando uma fragmentação preocupante do ecossistema e elevando o prêmio de risco percebido pelos investidores institucionais.


📈 Panorama do Mercado

O período é dominado por uma crise de segurança sistêmica que configura o tom geral do mercado. Enquanto a Coinbase anuncia avanços institucionais com o lançamento de prediction markets em parceria com a Kalshi, avaliada em US$ 11 bilhões, os riscos cibernéticos e regulatórios ofuscam o momentum positivo.

A interseção entre crime cibernético tradicional e infraestrutura cripto nunca foi tão evidente. O coletivo ShinyHunters vazou 10 milhões de registros de aplicativos de namoro, expondo usuários a phishing direcionado com histórico de extorsão em bitcoin. Simultaneamente, uma prefeitura na Espanha sofreu ataque de ransomware com exigência de resgate em BTC. No Brasil, a condenação histórica dos líderes da Trust Investing a até 16 anos de prisão pelo esquema de R$ 4 bilhões reforça a necessidade de marcos regulatórios claros.

A Casa Branca emerge como protagonista, simultaneamente investigando supostas reservas venezuelanas de Bitcoin e medianto conflitos entre Wall Street e a indústria crypto sobre rendimentos em stablecoins. Este duplo papel posiciona os EUA como árbitro definitivo do cenário regulatório global.


⚠️ Riscos a Monitorar

  • Proliferação de stablecoins sancionadas: A ascensão da A7A5 demonstra que nações adversárias desenvolvem infraestrutura própria quando canais tradicionais são bloqueados. Esta tendência fragmenta a liquidez ilícita para DeFi sem KYC, mas eleva riscos reputacionais que justificam repressão regulatória ampla contra todo o setor de stablecoins.
  • FUD geopolítico sobre reservas estatais: A investigação da Casa Branca sobre supostas reservas de 600 mil BTC na Venezuela gera volatilidade extrema. A ausência de evidências on-chain contrasta com o potencial devastador caso uma fração desses ativos seja movimentada ou liquidada, criando estado de atenção especial no mercado.
  • Repressão regulatória a rendimentos: O lobby bancário persuadiu legisladores bipartidários sobre os riscos de fuga de depósitos representados por stablecoins com recompensas. A reunião da Casa Branca pode resultar em restrições severas a rendimentos, eliminando uma das vantagens competitivas da indústria crypto sobre a banca tradicional.
  • Estigma renovado por fraudes locais: A condenação da Trust Investing e ataques de ransomware reforçam narrativas públicas negativas associando criptomoedas a crimes. Cobertura midiática desproporcional cria ambiente favorável a regulamentações restritivas que afetam adoção institucional.
  • Paralisia legislativa prolongada: Se o impasse entre bancos e crypto persistir, o market structure bill continuará paralisado, mantendo o setor em limbo regulatório e desencorajando investimentos institucionais de longo prazo.

💡 Oportunidades Identificadas

  • Demanda explosiva por compliance on-chain: A fragmentação de rails ilícitos e o volume recorde de crime criam necessidade urgente por ferramentas de análise de risco em tempo real. Empresas como TRM Labs, Chainalysis e Elliptic verão crescimento acelerado de contratos governamentais. Protocolos DeFi que implementarem conformidade voluntária podem capturar fluxos legítimos fugindo de plataformas não reguladas.
  • Consolidação de stablecoins reguladas: A emergência de stablecoins não reguladas por atores sancionados cria contraste favorável para ativos com estrutura de compliance robusta. USDC e outras stablecoins reguladas podem ganhar market share em pagamentos B2B à medida que empresas evitam associação com USDT e stablecoins regionais de risco.
  • Adoção institucional via plataformas reguladas: O lançamento de prediction markets pela Coinbase em parceria com a Kalshi valida o modelo de exchanges reguladas oferecendo produtos inovadores. A estratégia de se tornar uma “everything exchange” democratiza acesso a produtos anteriormente disponíveis apenas em plataformas descentralizadas, reduzindo barreiras para investidores conservadores.
  • Recuperação de credibilidade no Brasil: A condenação histórica da Trust Investing estabelece jurisprudência para casos similares, demonstrando que o Judiciário brasileiro consegue responsabilizar criminosos digitais. Isto cria espaço para projetos legítimos com compliance robusto capturarem investidores que preferem canais regulados.

📰 Principais Notícias do Período

1. Crime cripto atinge US$158B em 2025; stablecoin russa domina evasão de sanções
Relatório TRM Labs documenta recorde de US$ 158 bilhões em atividades ilícitas, com alta de 145% ano a ano. A stablecoin A7A5, vinculada ao rublo russo, movimentou US$ 72 bilhões sozinha, representando 77% de todo o crime em stablecoins. A análise revela migração de atores sancionados de CEX com KYC para serviços descentralizados sem compliance, onde fluxos ilícitos cresceram 200%.

2. Casa Branca Investiga Reserva BTC da Venezuela: Fato vs. FUD
Patrick Witt, conselheiro da Casa Branca, confirmou investigação sobre finanças do regime Maduro, incluindo ativos digitais. Alegações virais sugeriam reserva de 600 mil BTC, mas firmas forenses como Arkham e TRM Labs declararam não encontrar evidências on-chain. A confirmação da investigação eleva o Bitcoin a ativo de segurança nacional, mas a ausência de provas gera estado de atenção especial no mercado.

3. ShinyHunters vaza 10M registros: usuários de cripto em risco de phishing direcionado
Coletivo hacker vazou dados de 10 milhões de usuários de apps de namoro da Match Group, incluindo Hinge e OKCupid. Informações pessoais expostas permitem ataques de engenharia social sofisticados. O grupo possui histórico de extorsão em bitcoin, incluindo pagamento de 6 BTC (US$ 373 mil) pela AT&T. Usuários de cripto são alvos primários devido ao valor potencial e pseudoanonimidade das transações.

4. Casa Branca media conflito entre bancos e crypto sobre regulamentação de stablecoins
A Casa Branca convocou executivos de empresas crypto e bancos tradicionais para destravar o market structure bill. O impasse central envolve recompensas (yield) oferecidas por stablecoins lastreadas em dólares. Wall Street argumenta risco de fuga de depósitos, enquanto a indústria defende benefícios aos usuários. O resultado determinará o futuro regulatório de emissores como Circle e Tether nos EUA.

5. Condenação histórica de líderes da Trust Investing: marco regulatório e alerta ao mercado
A Justiça Federal de Campo Grande condenou seis líderes da pirâmide Trust Investing a penas de 7 a 16 anos de prisão. O esquema captou R$ 4 bilhões de 1,3 milhão de brasileiros, operando instituição financeira ilegal desde 2019. A sentença expõe conexões com GAS Consultoria e outras fraudes, incluindo criação de tokens próprios com rug pull de 38.000%.

6. Coinbase lança prediction markets regulados nos EUA em parceria com Kalshi
A Coinbase expandiu sua oferta com mercados de previsão regulamentados para todos os clientes norte-americanos, em parceria com a Kalshi, avaliada em US$ 11 bilhões e regulada pela CFTC. A funcionalidade permite negociar contratos binários sobre eventos reais, incluindo eleições, esportes e indicadores econômicos. O lançamento estratégico coincide com o período do Super Bowl, maximizando exposição inicial.

7. Ransomware atinge prefeitura espanhola; resgate em BTC reforça debate sobre uso ilícito de criptoativos
A prefeitura de Sanxenxo, na Galícia, sofreu ataque de ransomware com exigência de US$ 5 mil em bitcoin. A administração recusou pagamento e recuperou sistemas via backups diários. O caso reflete aumento de 7% nos ciberataques na Espanha em 2025 e a crescente vulnerabilidade de instituições públicas diante de criminosos que utilizam criptoativos para extorsão.


🔍 O Que Monitorar

  • Volume de transações em A7A5 e stablecoins sancionadas: Sinaliza evolução de táticas de evasão e adoção de rails alternativos por nações adversárias. Fonte: TRM Labs, Chainalysis.
  • Análises on-chain sobre Venezuela: Qualquer evidência ou refutação conclusiva sobre as alegadas reservas de 600 mil BTC. Fonte: Arkham Intelligence, Whale Alert.
  • TVL em protocolos lending de stablecoins: Mede fluxo de capital para estratégias de yield antecipando sentimento sobre regulamentação. Fonte: DeFiLlama.
  • Cronograma do market structure bill: Timing da resolução legislativa impactará volatilidade e posicionamento de mercado. Fonte: Congress.gov.
  • Volume de prediction markets na Coinbase: Métrica direta de adoção do novo produto; crescimento sustentado indica sucesso da estratégia de expansão. Fonte: Coinbase.

🔮 Perspectiva

Nas próximas 12 a 24 horas, o viés de baixa moderado persiste com o FUD da investigação Venezuela e os números recordes de crime cripto dominando as narrativas de mercado. É provável que vejamos volatilidade em Bitcoin decorrente de alertas on-chain e nas stablecoins por conta das discussões regulatórias em andamento na Casa Branca.

O sucesso do lançamento de prediction markets pela Coinbase pode oferecer alívio pontual ao sentimento, mas os riscos cibernéticos sistêmicos limitam qualquer tentativa de recuperação sustentada. Investidores devem monitorar atualizações da Casa Branca sobre resultados da reunião com bancos e análises forenses da Venezuela, que poderiam alterar o cenário rapidamente.

A fragmentação da liquidez ilícita para stablecoins regionais e plataformas sem KYC cria demanda estrutural por soluções de compliance, posicionando empresas de análise on-chain como beneficiárias de longo prazo, mesmo em cenário de pressão de preços no curto prazo. A clareza regulatória, quando vier, favorecerá atores com infraestrutura de conformidade robusta.


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Personagem cartoon militar cavando túnel sob muro de sanções com stablecoins USDT fluindo para exchanges, ilustrando evasão iraniana de US$ 1 bilhão

Irã Movimenta US$ 1 Bilhão em Cripto via Exchanges Britânicas para Burlar Sanções

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) movimentou cerca de US$ 1 bilhão em criptomoedas por meio de exchanges registradas no Reino Unido entre 2023 e 2025, driblando sanções ocidentais, conforme análise on-chain da TRM Labs reportada pelo Washington Post. Plataformas como Zedcex e Zedxion processaram 56% de seu volume ligado à IRGC, principalmente via USDT na rede Tron. Sua exchange favorita pode estar no radar de reguladores por causa disso?


Detalhes das Transações On-Chain

As transações cresceram exponencialmente: de US$ 24 milhões em 2023 para US$ 619 milhões em 2024 (87% do volume total das plataformas) e US$ 410 milhões em 2025, segundo a análise da TRM Labs. As exchanges, operando como uma única entidade apesar de registros separados no Companies House britânico, facilitaram transferências transfronteiriças usando a liquidez profunda e baixos custos do USDT/Tron.

A TRM Labs mapeou a infraestrutura interna via testes de depósitos e saques, além de rastrear 187 carteiras flagged por autoridades israelenses como pertencentes à IRGC. Tether congelou várias delas, alinhando-se a políticas de sanções dos EUA, mas o volume sugere uma infraestrutura persistente para evasão.

Esse padrão ecoa casos como a exchange russa Garantex, sancionada pelos EUA, e operações norte-coreanas com crypto para armas, destacando o uso geopolítico de blockchains.

Conexões com Financiadores Sancionados

Registros corporativos ligam as plataformas a Babak Zanjani, empresário iraniano sancionado por EUA e UE em 2013 por burlar restrições ao petróleo iraniano. Condenado por desvio de US$ 2 bilhões no Irã, sua pena foi comutada em 2024 após restituição. Um ‘Babak Morteza’, com dados de nascimento compatíveis, dirigiu a Zedxion desde 2021.

Blockchain mostra mais de US$ 10 milhões transferidos diretamente de carteiras Zedcex/IRGC para Sa’id Ahmad Muhammad al-Jamal, iemenita sancionado em 2021 por financiar Houthis com combustível iraniano, conforme relatório detalhado. Fundos também fluíram para exchanges iranianas como Nobitex (atacada em 2025).

Essa rede reforça o Irã como pioneiro em adoção estatal de crypto para sanções, incluindo aceitação de pagamentos em moedas digitais para exportação de mísseis.

Impactos Regulatórios Globais

O caso expõe vulnerabilidades de compliance em exchanges UK, registradas mas dormentes localmente. O Tesouro britânico e a missão iraniana na ONU não comentaram, mas ex-oficiais do Tesouro dos EUA, como Miad Maleki, alertam para o ‘bancário paralelo’ iraniano via crypto.

Reguladores no Reino Unido e EUA podem endurecer escrutínio, similar a sanções contra Garantex. Plataformas globais enfrentarão pressão por monitoramento on-chain avançado, elevando custos operacionais e riscos para usuários legítimos em jurisdições sancionadoras.

Snir Levi, da Nominis, confirmou US$ 150 milhões em transações IRGC iniciais, sinalizando que atores estatais testam infraestruturas persistentes.

Implicações para USDT e Monitoramento Futuro

O domínio do USDT nessas operações questiona sua estabilidade sob sanções ampliadas, apesar de medidas proativas da Tether. Investidores devem monitorar blocklists e relatórios de firmas como TRM Labs para riscos sistêmicos.

No contexto macro, isso acelera debates sobre regulação global de stablecoins e KYC/AML em DeFi. Países sancionados como Irã, Rússia e Coreia do Norte impulsionam inovação em evasão, mas fortalecem argumentos por supervisão unificada no G7 e FATF.

Vale acompanhar ações do OFSI britânico e Treasury dos EUA, que podem listar Zedcex/Zedxion, impactando liquidez Tron e confiança em exchanges offshores.


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