Interessante como uma carta Pokémon de papel de 1998 bateu todos os recordes ao ser vendida por US$ 16,492 milhões (cerca de R$ 86,1 milhões) em leilão da Goldin Auctions. Logan Paul, o mesmo que promoveu euforia nos NFTs como ninguém, entregou seu Pikachu Illustrator PSA-10 para o Guinness World Records como o trading card mais caro da história. Enquanto JPEGs digitais viram pó, o papelão resiste — e lucra. O comprador? A.J. Scaramucci, capitalista de risco com pedigree familiar.
A Venda Épica e Seu Contexto Histórico
Curioso como Logan Paul transformou um acessório de pescoço em relíquia bilionária. Ele comprou a carta em 2021 por US$ 5,275 milhões, usou-a em eventos para viralizar e agora embolsou o triplo. O leilão, conduzido pela Goldin, durou semanas com lances insanos, culminando em um evento ao vivo onde um juiz do Guinness oficializou o recorde. Paul agradeceu à comunidade Pokémon e a Ken Goldin, mas o tom agridoce revela: “orgulhoso de ter sido o guardião da maior relíquia do mundo”.
A carta, uma das 39 produzidas no Japão para um concurso nos anos 90, é o Santo Graal dos colecionadores. Grau PSA-10 — impecável. Vendida para A.J. Scaramucci, filho do ex-comunicador da Casa Branca Anthony Scaramucci, que a exibiu em um colar de diamantes customizado. Espetáculo puro, como convém ao YouTuber.
Do Fractional NFT ao Lucro Tangível
A ironia não para aí. Anos atrás, Paul tentou tokenizar frações da mesma carta via Liquid Marketplace, vendendo 5,4% por US$ 270 mil. Investidores reclamaram quando ele recomprou a fatia em 2024 e o site sumiu — Paul diz que bancou os reembolsos. Hoje, com a venda integral por US$ 16,5 milhões, aqueles tokens fracionados parecem uma piada cósmica. NFTs de Paul, como os do CryptoZoo, derreteram; o papel, não.
É o clássico embate: valor intrínseco do físico (raridade, condição, nostalgia) versus euforia digital efêmera. Enquanto o mercado de NFTs despenca — vendas caíram 20% recentemente —, trading cards explodem. Paul, pioneiro no fracasso dos NFTs de celebridades, agora valida o analógico.
Lições: Papel Vence Hype?
Para colecionadores e cripto-entusiastas, a mensagem é clara: nem tudo que brilha na blockchain perdura. O Pikachu prova que escassez real + emoção tangível superam pixels. O mercado de colecionáveis físicos bate recordes enquanto NFTs de celebridades como Paul, Bieber e Neymar afundam em prejuízos. Vale monitorar: será que isso inspira mais hibridizações, ou o papel segue rei?
No Brasil, com dólar a R$ 5,22, o lucro de Paul soa ainda mais absurdo — imagine R$ 86 milhões em uma carta que cabe no bolso. Quem diria que Pikachu daria uma aula de finanças ao Web3?
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