A Cere Network, plataforma de infraestrutura cripto, enfrenta um processo de US$ 100 milhões em um tribunal federal de San Francisco. A denúncia, movida por Vivian Liu na terça-feira (27/01), acusa o co-fundador Fred Jin, seu irmão, sua esposa e a diretoria de fraude em uma venda pública de tokens em novembro de 2021. É o segundo processo contra a empresa este mês, destacando riscos latentes em projetos antigos de ICOs sem transparência total.
Acusações de pump-and-dump e Vendas Secretas
A queixa alega que Jin prometeu um cronograma de vesting rigoroso para tokens CERE, impedindo vendas imediatas por funcionários e investidores iniciais. No entanto, logo após o lançamento público em novembro de 2021, Jin e supostos cúmplices venderam mais de US$ 41 milhões em tokens em exchanges como HTX e KuCoin, transferindo os fundos para carteiras pessoais. Esses recursos, destinados às operações da Cere Network, teriam sido desviados para empresas de fachada e apostas arriscadas em trades cripto.
Além disso, a denúncia aponta o uso de bots sofisticados pela Gotbit — market maker condenado por fraude e manipulação de mercado nos EUA em junho passado — para inflar volumes de negociação e mascarar o esquema. Vivian Liu, que trabalhou e investiu na empresa, busca indenização proporcional à escala da fraude alegada.
Segundo Processo: Ken Wang Acusa Desvio de US$ 58 Milhões
Não se trata de um caso isolado. Em 13 de janeiro, o co-fundador Ken Wang ingressou com ação na Court of Chancery de Delaware, alegando desvio sistemático de mais de US$ 58 milhões em ativos corporativos. Wang acusa Jin de contabilidade fraudulenta, entidades fictícias e wash trading com criptomoedas para ocultar transferências de US$ 41,78 milhões em tokens do tesouro da empresa para contas pessoais.
Ele também denuncia demonstrações financeiras falsificadas para acionistas e subnotificação de captações em mais de US$ 21 milhões. Esses processos revelam fissuras profundas na governança da Cere Network, questionando a integridade de sua liderança desde o auge do boom de ICOs em 2021.
Lições para Investidores em Projetos Antigos
Esses litígios servem como alerta: projetos de 2021, período de euforia com vendas privadas e ICOs, ainda carregam ‘esqueletos no armário’. Muitos careciam de transparência em vesting, auditorias e alocação de fundos. Investidores devem verificar relatórios on-chain, cronogramas de desbloqueio e histórico de wallets da equipe antes de alocar capital.
A falta de due diligence pode levar a perdas bilionárias, como visto em casos semelhantes. Para brasileiros interessados em altcoins legadas, ferramentas como Etherscan ou Solscan são essenciais para rastrear movimentos suspeitos, evitando armadilhas de governança falha.
Situação Atual e Implicações
O token CERE negocia hoje por frações de centavo, uma desvalorização de 99,9% desde o pico de 47 centavos em novembro de 2021. Isso reflete não só a volatilidade cripto, mas também danos à reputação por alegações de má conduta. A Cere Network e Fred Jin foram contatados para comentários, mas não responderam até o momento.
Enquanto os tribunais analisam as provas, o caso reforça a necessidade de regulação mais rígida em vendas de tokens. Investidores devem priorizar projetos com auditorias independentes e transparência total para mitigar riscos de fraudes disfarçadas de inovação.
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