O tráfego de internet no Irã caiu para quase zero na quinta-feira (8 de janeiro de 2026), conforme dados da Cloudflare, em meio a protestos intensos contra o regime islâmico. Motivados por inflação galopante e colapso do rial, manifestantes enfrentam repressão e blackout digital. Mas sem internet tradicional, o Bitcoin ainda rola? Tecnologias como satélites e redes mesh mostram que cripto resiste à censura governamental.
Contexto dos Protestos e Blackout Nacional
Os protestos eclodiram no final de dezembro devido a alta inflação, desvalorização da moeda local e custos de vida elevados. Chamadas para manifestações em massa circularam online, incluindo apelos do príncipe herdeiro exilado Reza Pahlavi. Autoridades responderam com corte total de internet a partir das 18:45 UTC (22:15 locais), limitando coordenação e cobertura externa.
NetBlocks confirmou o apagão em Teerã e outras cidades, descrevendo-o como medida de segurança para conter a agitação. O Irã tem histórico de shutdowns durante crises, como em junho de 2025, quando 90 milhões ficaram offline. Cerca de 7 milhões de iranianos usam cripto, com fluxos de US$ 3,7 bilhões no primeiro semestre de 2025, segundo TRM Labs.
Esse cenário geopolítico destaca a vulnerabilidade de infraestruturas centralizadas e o apelo de ativos descentralizados em regimes autoritários.
Tecnologias que Mantêm Cripto Funcionando Offline
Mesmo com blackout, opções existem. O Starlink de Elon Musk fornece internet via satélite, ativado previamente no Irã e em zonas de conflito como Ucrânia e Gaza. Relatos não confirmados sugerem ativação atual.
A Blockstream transmite dados Bitcoin por satélite globalmente, sem necessidade de internet terrestre. Apps como Bitchat, de Jack Dorsey, usam Bluetooth mesh para relay de transações entre celulares – com mais de 1,4 milhão downloads. Darkwire (rádio de longo alcance) e Machankura (via SMS) também permitem envios offline.
Essas soluções criam redes peer-to-peer resilientes, ideais para censorship resistance. No entanto, confirmação on-chain exige eventual conexão à rede global.
Lições Geopolíticas para o Mundo
Para brasileiros e leitores globais, o caso iraniano reforça lições práticas: cripto não é só especulação, mas ferramenta em crises. Em sanções ou protestos, Bitcoin atua como reserva de valor contra colapso fiat, como sugeriu o CEO da Bitwise.
Redes mesh e satélites democratizam acesso, desafiando controles estatais. Países sob risco – Venezuela, Rússia, até emergentes – podem adotar estratégias similares. O Irã, com histórico de uso cripto para evasão de sanções, exemplifica resiliência blockchain em contextos voláteis.
Monitorar Starlink e adoção dessas techs será chave para futuras instabilidades geopolíticas.
Limitações e Perspectivas Futuras
Embora promissoras, essas tecnologias têm limites: custo de hardware (Starlink), alcance (Bluetooth), e necessidade de ‘gateway’ online para finalização. Ferramentas como Darkwire estão em desenvolvimento, prometendo maior autonomia.
O episódio reforça: em um mundo de crescentes tensões, prepare-se com wallets offline e conhecimento de alternativas. Cripto prova sua utilidade além dos mercados – na luta por liberdade digital.
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