Uma nevasca em Washington cancelou sessões do Senado nesta segunda-feira, adiando novamente o markup da CLARITY Act, lei que busca trazer clareza regulatória ao mercado de criptomoedas. Paralelamente, democratas pressionam por emendas éticas que baniriam o presidente e o Congresso de atividades cripto, dividindo o partido e complicando o bipartidarismo necessário. Senadora Kirsten Gillibrand mantém otimismo, mas os atrasos acumulados, somados ao risco de shutdown governamental, ameaçam o progresso. O alerta: sem regulação clara, capital pode migrar para jurisdições offshore.
Nevasca e Atrasos no Senado
O Senado dos EUA suspendeu suas sessões de votação programadas para segunda-feira devido a uma intensa nevasca que afetou Washington D.C. Essa interrupção coloca em xeque o avanço da proposta de estrutura de mercado cripto, conhecida como CLARITY Act. Inicialmente agendada para 15 de janeiro pela Comissão de Bancos, a audiência foi adiada, e agora especula-se um novo prazo para fevereiro ou março. O presidente da Comissão de Agricultura, Senador John Boozman, lamentou a falta de acordo bipartidário no rascunho recente, que incluiu emendas como a Competition Act para cartões de crédito.
Negociações continuam separadamente na Comissão de Bancos, liderada por Tim Scott, que enfatiza o diálogo com a indústria cripto e setor financeiro. No entanto, o risco de um shutdown governamental em poucos dias agrava a incerteza, podendo paralisar ainda mais o Congresso.
Disputa Política e Otimismo de Gillibrand
Democratas introduziram emendas éticas à CLARITY Act, como o Digital Asset Ethics Act proposto por Michael Bennet, visando proibir o presidente, vice-presidente e membros do Congresso de envolverem-se em transações cripto. A medida responde a preocupações com os laços de Donald Trump com meme coins e ventures cripto, incluindo o recente lançamento do NYC Token por Eric Adams. Essa divisão interna democrata exige 60 votos no Senado, forçando republicanos a buscar pelo menos sete apoios do outro lado.
Apesar disso, a Senadora Kirsten Gillibrand expressa otimismo: após seis meses de negociações bipartidárias, o bill está dividido entre as comissões de Agricultura (CFTC, commodities) e Bancos (SEC, securities). “Tanto os senadores das comissões de Bancos quanto de Agricultura trabalham de forma bipartidária e de boa-fé”, afirmou ela à CNBC.
Riscos de Proibições em Yields de Stablecoins
A CLARITY Act e GENIUS Act propõem restringir yields em stablecoins de pagamento, limitando-as a reservas em caixa ou Treasuries de curto prazo, sem pagamento de juros direto. Especialistas como Colin Butler, da Mega Matrix, alertam que isso não protege o sistema bancário, mas impulsiona capital para instrumentos offshore não regulados ou sintéticos como o USDe da Ethena, que geram rendimento via estratégias delta-neutras.
Bancos temem saídas de depósitos, mas analistas contrapõem que stablecoins democratizam acesso a yields (3-5%) superiores aos de contas de poupança tradicionais. Sem yields compliant, investidores optam por alternativas opacas, fora da jurisdição americana.
Implicações Geopolíticas Globais
Globalmente, a proibição pode custar competitividade aos EUA. Enquanto o digital yuan chinês já oferece juros, Singapura, Suíça e Emirados Árabes desenvolvem frameworks para instrumentos digitais com yield. “É um presente para Pequim”, adverte Butler. Sem padrões claros para yields auditáveis, os EUA arriscam ceder liderança regulatória, direcionando fluxos de capital para paraísos offshore e enfraquecendo a dominância do dólar digital regulado. Investidores devem monitorar o markup e shutdown para avaliar impactos no ecossistema cripto.
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