Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, lançou a stablecoin BRD, atrelada ao real e lastreada em títulos públicos do Tesouro Nacional. A promessa é compartilhar rendimentos de cerca de 15% ao ano com detentores, aproveitando os juros altos brasileiros. Apresentada no "Cripto na Real" da CNN, a iniciativa mira investidores globais, mas levanta dúvidas sobre segurança e regulação para o usuário comum no Brasil. Isso pode ser uma alternativa prática à poupança ou CDI?
Como funciona a BRD e quem está por trás
Tony Volpon, com mais de 30 anos no mercado financeiro em bancos como UBS e Merrill Lynch, e ex-diretor de Assuntos Internacionais do BC entre 2015 e 2016, lidera o projeto via CF Inovação. A BRD é negociável 24/7 em blockchains de alta liquidez, oferecendo acesso direto aos rendimentos de títulos públicos brasileiros, atualmente na casa dos 15% a.a.. Diferente de stablecoins tradicionais sem yield, parte das reservas em Tesouro Direto gera renda compartilhada com holders.
Para o brasileiro médio, isso significa potencialmente ganhar mais que a poupança (cerca de 6-7% a.a.) ou até CDI (11-12%), sem precisar lidar com corretoras tradicionais cheias de burocracia. Volpon destaca a simplicidade: transfira reais para BRD e receba yield automático, tudo transparente na blockchain. Mas o lastro em dívida soberana amarra o destino ao risco-país.
Impacto prático em tempos de juros altos no Brasil
No Brasil de 2026, com Selic elevada para conter inflação, títulos públicos pagam bem, mas exigem CPF, conta em banco e paciência com resgates. A BRD promete resolver isso: yield em tempo real, acessível via carteiras crypto, ideal para quem quer renda fixa digital sem papelada. Imagine R$ 10 mil rendendo R$ 1.500/ano, equivalente a 3 meses de conta de luz familiar ou 1/4 do salário mínimo anual.
Para remessas internacionais ou poupadores, é uma ponte: estrangeiros acessam nossos juros altos sem IOF ou câmbio demorado, enquanto brasileiros ganham estabilidade com rendimento. Volpon vê potencial para baratear a dívida pública, atraindo capital externo. Prático? Sim, se você já usa crypto para pagamentos ou hedge contra inflação.
Concorrência acirrada e os riscos reais
O mercado de stablecoins em real já tem players: BRZ lidera com US$ 185 milhões em market cap (Transfero), seguida de BBRL (US$ 51 milhões), BRL1, cREAL e BRLV da Crown (US$ 19 milhões, após captação de US$ 13,5 milhões com Paradigm). A B3 planeja entrar até junho. A BRD se destaca pelo yield explícito, mas não é pioneira em conceito.
Riscos? Regulação incerta pelo BC, que regula Drex; liquidez inicial baixa pode travar resgates; e se títulos públicos desvalorizarem com alta de juros? Default soberano é remoto, mas volatilidade crypto soma. Impostos: yield é renda fixa, tributado IR progressivo. Para o vizinho que quer R$ 5 mil seguros, stablecoin ainda soa arriscado vs. Tesouro Selic via app do governo.
O que fazer antes de entrar nessa
Se você busca renda acima da inflação sem volatilidade de Bitcoin, monitore o lançamento da BRD. Verifique audits independentes, reservas publicadas on-chain e exchanges listadas. Compare taxas: BRZ é zero yield, mas consolidada. Teste com pouco (R$ 100-500) se couber no orçamento. Lembre: crypto tem burocracia fiscal (DARF mensal >R$35k). DYOR e priorize liquidez para emergências.
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