Deputados democratas cartoon pressionando figura SEC hesitante com silhueta de Justin Sun escapando, ilustrando justiça seletiva em regulação cripto

Justiça Seletiva? Democratas Pressionam SEC por Caso Justin Sun

Deputados democratas dos EUA, liderados por Maxine Waters, enviaram uma carta contundente à SEC acusando a agência de aplicar leis de forma seletiva contra empresas de criptomoedas. O foco principal recai sobre o caso pausado contra Justin Sun, fundador da Tron, com críticas à possível influência política do novo governo Trump e laços do bilionário com a China. A medida ocorre em meio a uma série de ações de enforcement arquivadas, levantando dúvidas sobre a independência do regulador.


Críticas ao Enforcement Seletivo da SEC

Em uma carta enviada em 14 de janeiro de 2026 ao comissário Paul Atkins, as representantes Maxine Waters (D-CA), Brad Sherman (D-CA) e Sean Casten (D-IL) questionam as prioridades da SEC. A agência, sob nova liderança, arquivou ou pausou casos contra gigantes como Binance, Coinbase e Kraken, muitos iniciados na era Gary Gensler.

Os democratas argumentam que essa reversão repentina cria a “aparência de que considerações políticas, não méritos legais, guiam as decisões”. Eles destacam que firmas cripto investiram dezenas de milhões de dólares na campanha de reeleição de Donald Trump em 2024, o que Trump chamou de “cruzada anticripto” de Gensler. Essa guinada levanta suspeitas de que apoio político esteja comprando favores regulatórios.

A ausência de comissários democratas na SEC, após a saída de Caroline Crenshaw, agrava o cenário, deixando a agência com três republicanos pró-cripto: Atkins, Mark Uyeda e Hester Peirce. Os legisladores exigem documentos sobre essas decisões para avaliar transparência.

O Caso Pausado Contra Justin Sun

O epicentro das críticas é o processo contra Justin Sun, iniciado em março de 2023 pela SEC. A agência alega que empresas de Sun realizaram mais de 600 mil wash trades para inflar o volume do token TRX, além de fraudes e ofertas de securities não registradas, incluindo um esquema de endossos de celebridades.

Em fevereiro de 2025, a SEC pediu pausa ao juiz para explorar um acordo, medida que dura 11 meses. Os democratas veem nisso um enfraquecimento de um “caso forte”, possivelmente influenciado pelas relações de Sun com a família Trump. Sun investiu US$ 75 milhões no World Liberty Financial (WLFI), projeto DeFi apoiado pelos Trump, e comprou tokens para desbloquear saldos congelados.

Reconhecido como grande detentor do meme coin de Trump, Sun participou de um jantar privado controverso. Essas conexões sugerem, segundo a carta, um esquema pay-to-play, onde contribuições financeiras compram leniência regulatória.

Laços com a China e Riscos de Segurança

Além da política interna, os democratas alertam para os laços de Sun com a República Popular da China (RPC), classificando-o como potencial risco de segurança. Apesar de representar Grenada, relatórios indicam residência na China e conexões com instituições do Partido Comunista, como a Escola Central do Partido.

Citações incluem anúncios de Sun sobre projetos com o banco central chinês e um investigador anônimo no X alegando que o ICO da Tron em 2017 atraiu carteiras ligadas a um “cartel de crimes cripto” pró-CCP. A carta enfatiza que a SEC deve provar independência de pressões estrangeiras, especialmente com Sun possivelmente em Hong Kong.

Essas alegações, baseadas em reportagens e registros judiciais, questionam se interesses geopolíticos estão moldando a regulação americana de criptoativos.

Implicações para o Mercado Cripto

A pressão democrata ocorre enquanto um projeto de lei de estrutura de mercado cripto patina no Senado, após Coinbase retirar apoio. A legislação buscava dividir jurisdições entre SEC e CFTC, com a commodity assumindo supervisão de spot trading.

Para investidores brasileiros e globais, isso sinaliza instabilidade regulatória nos EUA, potencialmente impactando preços e adoção. A retomada do caso Sun poderia restaurar confiança na SEC como guardiã imparcial, mas o silêncio da agência alimenta especulações. Vale monitorar respostas oficiais e possíveis audiências no Congresso.

Esses bastidores políticos revelam como influência e timing definem quem enfrenta justiça e quem escapa, um lembrete de que cripto não é só tecnologia, mas arena de poder.


💰 Comece a investir em criptomoedas: Abra sua conta gratuita na Binance e acesse um dos maiores ecossistemas cripto do mundo.

📢 Este artigo contém links de afiliados. Ao se cadastrar através desses links, você ajuda a manter o blog sem custo adicional para você.

⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.

Personagens cartoon de político recusando perdão a executivos algemado da FTX, simbolizando decisão de Trump e impactos regulatórios cripto

Trump Descarta Perdão a SBF da FTX

Sam Bankman-Fried (SBF), condenado a 25 anos de prisão por fraude na FTX, não receberá perdão do presidente Donald Trump. Em entrevista ao New York Times, Trump descartou clemência, fechando especulações e sinalizando rigor contra crimes graves no cripto, apesar do apoio à indústria. Isso reforça a confiança em exchanges reguladas, mas levanta dúvidas sobre alívio regulatório para o setor.


A Declaração Direta de Trump

Na entrevista de quinta-feira ao NYT, Trump respondeu a perguntas sobre pedidos de perdão de figuras como Sean Combs (Diddy) e explicitamente negou intenção de perdoar SBF. "Não pretendo conceder perdão", afirmou o presidente, destacando o caso como exemplo de fraude bilionária que abalou o mercado em 2022. A posição contrasta com seu apoio pró-cripto, citando votos ganhos por defender o setor contra China.

Trump defendeu conexões familiares com empresas como American Bitcoin e World Liberty Financial, rejeitando conflitos de interesse. Essa declaração geopolítica reforça a narrativa de liderança americana em cripto, mas sem concessões a fraudes, impactando percepções globais sobre accountability no ecossistema.

Contexto do Escândalo FTX e Condenação

SBF foi condenado em março de 2024 por sete crimes de fraude, após desviar bilhões em fundos de clientes da FTX para Alameda Research, seu hedge fund. O colapso gerou um bank run e insolvência, com perdas estimadas em US$ 8 bilhões. Como reportado pela Crypto Economy, SBF doou US$ 5,2 milhões à campanha de Biden em 2020, o que pode influenciar a decisão de Trump.

Outros executivos, como Caroline Ellison, receberam penas menores via delações. O caso, um dos maiores escândalos financeiros recentes, destruiu confiança em exchanges centralizadas, forçando maior escrutínio regulatório nos EUA e globalmente, incluindo no Brasil.

Implicações Regulatórias sob Trump

Apesar de perdões anteriores a Ross Ulbricht (Silk Road) e Changpeng Zhao (Binance), Trump traça linha dura para fraudes como FTX, per Decrypt. Isso sugere regulação seletiva: apoio a inovação, mas punição severa a abusos. Para o ecossistema cripto, significa menor esperança de alívio para casos semelhantes, fortalecendo credibilidade de plataformas compliant.

No contexto geopolítico, com Trump priorizando supremacia americana vs. China em cripto, investidores globais, incluindo brasileiros, devem monitorar SEC e CFTC. A decisão eleva confiança em exchanges reguladas, mas alerta para riscos de não-compliance em um ambiente de maior accountability.

Próximos Passos: Apelo Judicial

Sem perdão presidencial, SBF depende de apelo na 2ª Circuito, ouvido em novembro, com possível revisão na Suprema Corte, conforme BTC Echo. Enquanto Ellison é liberada em janeiro, SBF cumpre pena. Investidores devem observar como isso molda regulação sob a nova administração, priorizando transparência para mitigar riscos sistêmicos.


💰 Comece a investir em criptomoedas: Abra sua conta gratuita na Binance e acesse um dos maiores ecossistemas cripto do mundo.

📢 Este artigo contém links de afiliados. Ao se cadastrar através desses links, você ajuda a manter o blog sem custo adicional para você.

⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.